jun 13

Startup fatura R$ 17,5 milhões com inteligência de dados para shoppings

Após 7 anos de atuação, a empresa conquistou 62% do mercado de centros de compras, ultrapassando mais de 76 mil lojas integradas

Bruno Zenatte, Guilherme Zenatte, Rui Jonas e Luis Fernando, fundadores da Napp (Foto: Divulgação )

Com o crescimento dos marketplaces no Brasil, vários varejistas correram para levar seu negócio ao mundo digital. De olho nesse cenário, em 2014, os empreendedores Bruno Zenatte, Guilherme Zenatte, Luis Fernando e Rui Jonas criaram a Napp Solutions, startup que atua na transformação digital de empresas e fornecimento de dados.

Fundada em Leme, interior de São Paulo, a startup já trabalhava com e-commerce e criação de sites, mas mudou de rota e decidiu focar no mercado de inteligência de dados. “Na época, o mercado de dados tinha uma deficiência. O desejo da indústria era receber os dados dos varejistas para trabalhar melhor essas informações nas estratégias de negócios, mas a indústria não tinha acesso a eles”, afirma Bruno.

Para oferecer essas informações, um dos desafios era integrar os vários softwares de gerenciamento usados por varejistas. “Cada varejista tem seu PDV [ponto de venda] e as ferramentas que ele utiliza para poder transacionar as vendas e controlar o estoque. Um mundo gigante”, explica Bruno. Neste cenário, os empreendedores escolheram o setor de shoppings centers para dar o pontapé inicial.

Segundo Bruno, atuando nos shopping centers foi possível entender quais eram os sistemas mais usados no mercado e integrá-los. O primeiro cliente foi o grupo JHSF, proprietário do shopping Cidade Jardim. No Cidade Jardim, a startup integra os dados do quiosque que fica no térreo até a loja da Louis Vuitton. Com esses dados, a empresa ajuda o shopping a entender qual o faturamento das lojas, volume de venda após ações de marketing e os horários com maior fluxo de comércio.

Após 7 anos de atuação, a startup conquistou 62% do mercado de shopping centers, ultrapassando mais de 76 mil lojas integradas em várias categorias. Consolidada no fornecimento de inteligência de dados, a Napp decidiu expandir o leque de serviços. A empresa teve a oportunidade de levar às lojas físicas do Cidade Jardim para o marketplace do shopping chamado CJ Fashion.

“A Napp veio com essa oportunidade de levar o estoque das operações físicas para dentro de marketplaces e criar uma expansão virtual. Os produtos que são vendidos fisicamente também são vendidos de forma online, aumentando o faturamento. Antes, o foco dos pequenos e grandes shoppings era somente a expansão física”, diz Bruno.

O case de sucesso fomentou outros parceiros. Recentemente, a startup fechou um acordo com a D&D Shopping, centro de decoração e design, que lançou em abril seu próprio marketplace. De acordo com Bruno, a Napp vai atuar na digitalização dos estoques físicos dos lojistas, mantendo-os atualizados nas plataformas de vendas online.

Além disso, a empresa começou a atuar fora dos mercados de shopping centers propondo novas soluções. Entre os clientes estão aeroportos, supermercados, hospitais, condomínio, empreendimentos administrativos e mais de 30 mil lojas farmacêuticas. “A Napp tem uma tecnologia que permite levar a pequena, média e a grande empresa para dentro do mundo online. Levamos lojas para vender dentro do Facebook e Instagram”. O tíquete médio varia de acordo com o tamanho de vendas da loja, no caso de shoppings custa cerca de R$ 10 mil.

“O diferencial para atrair esse varejista é a facilidade. Se um varejista tiver de vender dentro de um e-commerce próprio, ele precisará atualizar manualmente preços, estoques e cadastrar produtos. A nossa tecnologia retira 90% do trabalho manual. Caso o varejista mude o preço ou venda o produto no sistema dele, automaticamente vamos atualizar no Google”, explica Bruno.

Para facilitar essa interação, a startup fechou uma parceria com o Google, conectando o varejo físico de lojas com os anúncios no buscador.

Em 2021, o faturamento da empresa foi de R$ 17,5 milhões. Neste ano, a expectativa é faturar R$ 45 milhões. A empresa tem um projeto de ter 3 milhões de varejistas integrados até o final de 2026 e ampliar o número de colaboradores, hoje são mais de 200.

FONTE: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/06/startup-fatura-r-175-milhoes-com-inteligencia-de-dados-para-shoppings.html