abr 18

Setor de agro forma governança para inovação

No ano passado, a cadeia do agronegócio foi apontada como um dos cinco setores estratégicos com potencial de alavancar o desenvolvimento local por meio da inovação. A conclusão foi da Fundação Certi, que elaborou o estudo do Planejamento do Ecossistema de Inovação de Londrina. O estudo revelou que o setor de agro já tem pontos fortes, em especial nas áreas de Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação, talentos, políticas públicas e inovação e empreendedorismo. A partir disso, foi definido um plano de ação para o setor, e a ação vista como prioritária para o fortalecimento do setor era a organização de uma governança do setor para integrar atores e desenvolver ações de fortalecimento de áreas estratégicas do agronegócio.

 Esta ação tomou corpo recentemente, quando foi realizada na ExpoLondrina a primeira reunião para a formação desse grupo de governança. Sebrae, Iapar, Embrapa, UEL e SRP tomaram para si a iniciativa da formação da governança, e convidaram para o grupo empresas privadas, entidades e instituições ligadas ao setor, instituições de ensino superior, poder público e movimentos locais.

O gerente da Regional Norte do Sebrae/PR, Fabrício Bianchi, explica que uma governança é composta por empresas, instituições de ensino e entidades empresariais e setoriais que discutem questões sistêmicas e estruturais de um setor para gerar um ambiente de mais competitividade e mais favorável para o seu desenvolvimento. “A grande jogada é criar uma dinâmica em que esses setores, instituições, empresas, instituições de ensino se conversem para aumentar o nível de integração e gerar inovação.” Os setores de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e de Saúde já têm governança formada e atuants, afirma Bianchi. “Eletrometalmecânica e agro estão iniciando o processo de formação de uma governança agora.”

Nas próximas reuniões da governança, uma das primeiras ações de curto prazo a serem realizadas será mapear as iniciativas de inovação já existentes entre os atores do grupo e buscar congruências entre elas, afirma Lucas Ferreira, consultor do Sebrae. “A governança passa a ter papel de somar, de dar performance a essas atividades que vêm sendo trabalhadas individualmente. O que precisa ser feito é primeiro a articulação entre essas entidades e fazer com que elas saibam como podem contribuir entre elas e como podem entregar para o ecossistema de agronegócio inovador.”

Ferreira destaca que a governança também poderá amplificar os resultados dos esforços de inovação no setor. “A partir do momento que uma governança formada por todos esses atores se posiciona, a chance dela ser ouvida, de os resultados serem atingidos é muito maior.”

Para Ricardo Rezende, diretor de Pecuária da SRP (Sociedade Rural do Paraná), a formação da governança permitirá envolver vários atores dentro de um objetivo comum, de trazer melhorias para o setor de agro de Londrina, da região e até do Estado. “O Brasil, sendo muito grande como é, tem suas peculiaridades. Então, precisamos de pessoas, de várias vertentes que tenham ligação com o agro raciocinando e encontrando inovações que possam trazer melhorias para a produção, para a estruturação do agro aqui do nosso Estado.” Ele observa que Londrina já está à frente na área de inovação da cadeia do agronegócio, pois realizou na ExpoLondrina o primeiro hackathon voltado ao setor. “Estamos razoavelmente bem adiantados tanto no processo de eventos quanto da estruturação de startups, de ideias.”

FONTE:  FOLHA DE LONDRINA