Varejo brasileiro atinge R$ 1 trilhão: veja quem está se destacando

Varejo atinge marco histórico; confira quem mais faturou em 2022 e as apostas em digitalização e ESG.

R$ 1,046 trilhão: esse foi o faturamento do varejo brasileiro em 2022, tendo um crescimento de 14,1% em comparação à 2021.

Em meio a tempos turbulentos – principalmente na Tok&StokAmericanasMarisa e Casas Bahia –, o varejo chegou a um marco histórico.

O dado foi apurado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, que também elegeu os 300 maiores varejistas do Brasil e trouxe detalhes importantíssimos sobre o estado atual deste mercado.

OS 300 MAIORES VAREJISTAS DO BRASIL

Em uma rápida análise, para você, qual é o setor que possui a maior fatia do varejo brasileiro? Segundo a SBVC, 50,7% dos maiores varejistas do Brasil fazem parte do segmento de alimentação (e são principalmente supermercados).

Isso se reflete na própria digitalização dessas companhias. Até 2019, logo antes da pandemia, apenas 162 companhias contavam com operação online (seja e-commerce, marketplace ou venda por WhatsApp). Atualmente, este número subiu para 221 empresas.

CONFIRA OS CINCO MAIORES VAREJISTAS DO BRASIL EM 2022 (POR ESTIMATIVA DE FATURAMENTO):

  1. Carrefour – R$ 108 bilhões;
  2. Assaí – R$ 59,7 bilhões;
  3. Magazine Luiza – R$ 44,7 bilhões;
  4. Via – R$ 39 bilhões;
  5. Americanas – R$ 34,4 bilhões.

ESG: HÁ DIVERSIDADE NO VAREJO BRASILEIRO?

O relatório foi além dos números de faturamento e trouxe insights que impactam diretamente no ESG. Das 300 maiores empresas em faturamento que foram consultadas pelo SBVC, apenas 71 divulgaram seus dados internos sobre a presença de mulheres e pretos e pardos na companhia.

Das 71 empresas, 74% possuem mais da metade de mulheres dentro do quadro de funcionários. Essa porcentagem diminui drasticamente, no entanto, quando falamos sobre a presença feminina no mais alto escalão, no conselho de administração: apenas 6%.

Há um caminho ainda mais longo a ser percorrido quando analisamos a presença de pessoas pretas e pardas nas empresas. Apenas 23 dos varejistas possuem mais de 56% de pessoas pretas no quadro de funcionários – e eles estão em cargo de liderança em apenas 8 das 71 empresas que divulgaram seus dados.

A ERA DOS MARKETPLACES

Antes de entrarmos no próximo tópico, vale um adendo: os marketplaces são e-commerces que também vendem produtos de terceiros dentro de suas plataformas. Em 2022, eles representaram 78% do varejo digital nacional, faturando, juntas, R$ 203,4 bilhões.

Cinco empresas lideram esse ranking: Mercado Livre, Americanas (contando os números de 2022, antes do imbróglio que a companhia está protagonizando), Magazine Luiza, Via e Amazon.

Vale notar, ainda, que a primeira colocada do ranking não é uma empresa brasileira: é o caso do Mercado Livre, que faturou R$ 80 bilhões no país no ano passado. Em seguida, mas com uma boa distância neste pódio, há a Americanas (que faturou R$ 44,3 bilhões em 2022) e o Magalu com (R$ 43,3 bilhões).

POR QUE IMPORTA?

Os dados recentes mostram que, no varejo presencial, são as grandes marcas de alimentação que lideram o ranking de faturamento. E não é por acaso: a cesta de produtos pode mudar, mas o consumo é essencial.

Agora, ao analisar o varejo digital, há um grande destaque para os marketplaces – e são justamente aqueles que vendem de tudo, inclusive alimentos.

Além disso, no ranking das cinco primeiro colocadas na categoria de marketplace, três empresas possuem lojas físicas (Americanas, Magazine Luiza e Via).

Seja qual for a varejista, a pergunta não é mais como anda a estratégia no digital ou no presencial, mas como a empresa está se posicionando nesses dois mundos cada vez mais complementares.

FONTE:

https://www.startse.com/artigos/varejo-brasileiro-1-trilhao-esg/


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