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Unidade da Ambev economizou mais de R$ 300 mil com uso de impressão 3D

Apostando na tecnologia, a empresa conta com impressora desktop da catarinense Wishbox para produzir suas próprias peças de reposição.

A utilização de peças de reposição para maquinários de indústrias com linhas de produção já virou realidade. Em unidades produtivas, é comum que uma peça estrague e precise ser substituída com rapidez para que a sua falta não resulte em perdas de produtividade. Algumas empresas costumam manter em estoque, de forma preventiva, peças que possam ser desgastadas e danificadas. No entanto, imprevistos acontecem e pode ser necessária uma compra com urgência – algo oneroso e demorado, tendo em vista que algumas peças têm como origem o outro lado do planeta.

Por isso, a produção interna de peças com a impressão 3D possibilita a fabricação em tempo real, conforme a demanda, com mais agilidade e economia. Quem testou, aprovou e ampliou a utilização da tecnologia de impressão 3D dentro das plantas foi a gigante de capital aberto Ambev. A partir do avanço do projeto dentro da empresa, a equipe desenvolve peças e projetos em inventário digital, conceito alinhado às boas práticas da Indústria 4.0.

A Ambev passou a utilizar impressoras 3D desktop – mais compactas – profissionais para reduzir custos de produção. A partir de uma parceria com a catarinense Wishbox Technologies, pioneira na revenda de impressoras 3D no país, a indústria passou a produzir internamente algumas peças – que poderiam levar meses para serem importadas. Agora, as peças ficam prontas em menos de um dia. Somente em uma unidade em São Luís, a economia com essas peças no primeiro ano foi de 300 mil reais.

Tiago Marin, diretor da companhia com sede em Balneário Camboriú, conta que a parceria com a Ambev iniciou no final de 2018, com a unidade pioneira em Minas Gerais. Após uma série de reuniões e testes, foi possível validar a oportunidade de produzir as peças para maquinários por meio da solução de impressão 3D com polímeros de engenharia.

“Percebemos que essa nova ferramenta (impressora 3D) vem se tornando cada vez mais parte da cultura da Ambev e isso tende a ser um novo padrão de trabalho em todas as unidades”, explica Marin.

Rian Cristian Morais de Oliveira, analista de materiais da Ambev, conta que a parceria na unidade de São Luís começou em janeiro do ano passado, inicialmente com a ideia de ter uma impressora 3D para atender problemas logísticos e de custo. Alguns resultados, como a confiabilidade nas operações, não podem nem ser mensurados, além da mudança de mindset sobre a tecnologia e inovação.

“Conseguimos resultados expressivos, principalmente em relação ao retorno financeiro. Foram mais de 300 mil reais economizados no primeiro ano de operação. Além disso, já conseguimos evitar paradas da linha de produção, graças à peças de reposição que conseguimos projetar e produzir dentro de oito horas. A peça que viria de frete aéreo demoraria, ao menos, dois dias para chegar, e teria um custo elevadíssimo”.

Segundo Oliveira, logo que iniciaram os trabalhos com a impressão 3D, a Ambev aderiu as boas práticas de organização do seu inventário digital, evitando retrabalhos para manufaturar novamente aquelas peças.

“Teria que fazer todo o fluxo de manufatura novamente. Mas aí só pegamos o arquivo e colocamos para imprimir novamente, com a certeza de que vai dar tudo certo. Uma peça já validada, com arquivo pronto , traz muita confiabilidade para as peças produzidas com a impressão 3D”, avalia o analista de materiais.

Próximos passos da Wishbox

De acordo com Marin, os laboratórios de impressão 3D continuam expandindo o Inventário Digital de componentes, assim como exploram novas soluções em materiais de impressão 3D – como os polímeros compostos com fibras e filamentos de metal.

Agora, a Wishbox atua para auxiliar empresas de outros segmentos da indústria a otimizarem seus fluxos de trabalho com o uso da impressão 3D para produção de peças de reposição e ferramentas de manufatura. O diretor acredita que a maior barreira para que a ferramenta se torne um padrão na indústria e a cultural.

“Muitos acreditam que não é possível produzir peças resistentes o suficiente, ou que a adoção da tecnologia é difícil. É justamente em cima desses desafios que nós trabalhamos, para facilitar a adoção da tecnologia nas empresas e para garantir que os resultados dos projetos sejam bons o suficiente para atingir a resistência necessária, com o menor custo e tempo possíveis”, completa.

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/especial-publicitario/wishbox-technologies/noticia/2022/10/26/unidade-da-ambev-economizou-mais-de-r-300-mil-com-uso-de-impressao-3d.ghtml