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Setor que recicla painéis solares de geração de energia poderá valer US$ 2,7 bilhões até o ano de 2030, segundo análise da Rystad Energy

Dados da Rystad Energy apontam que aproximadamente 550 mil toneladas de painéis solares de energia poderão ser descartados no Brasil até 2050

A procura por componentes vindos da reciclagem de painéis solares de geração de energia poderá se expandir nos próximos anos, à medida que o número de instalações aumenta e a ameaça de um gargalo de fornecimento se aproxima, de acordo com dados do site Canal Solar tendo como base informações da Rystad Energy.

A análise da Rystad Energy, companhia independente de pesquisa com foco em energia e inteligência de negócios com representantes em Oslo, Londres, Nova York, Houston, Aberdeen, Stavanger, Moscou, Rio de Janeiro, Cingapura, Bangalore, Tóquio, Sydney e Dubai, mostrou que os materiais recicláveis ​​de painéis solares de energia, no fim da sua vida útil, vão valer mais de US$ 2,7 bilhões em 2030 ante dos US$ 170 milhões deste ano.

A tendência de reciclar painéis solares de geração de energia, de acordo com a Rystad Energy, só irá se acelerar nas décadas seguintes e o preço de tais materiais ​​deverá se aproximar de US$ 80 bilhões até 2050.

“A reciclagem de painéis solares ainda está no início, porém é vista como um elemento essencial da transição energética, com os resíduos solares projetados para crescer para 27 milhões de toneladas por ano até 2040”, disse a pesquisa da Rystad Energy.

Materiais reciclados de painéis solares de geração de energia podem representar investimentos no setor

A Rystad Energy prevê ainda que os materiais reciclados de painéis solares de energia poderão representar 6% dos investimentos em energia solar até o ano de 2040, em comparação com apenas 0,08% hoje.

A pesquisa da Rystad Energy ainda indicou que aterros sanitários são uma opção prática e rentável, já que os preços atuais de revenda de materiais fotovoltaicos reciclados não compensam os custos de transporte, classificação e processamento.

No entanto, a Rystad Energy disse que a rápida taxa de crescimento de fazendas de utilidades em grande escala dentro da energia solar pode mudar esse fato.

A esperança é de que o lado do fornecimento de materiais recicláveis dos painéis solares, encontre gargalos com a crescente procura por minerais, sendo a reciclagem um alívio no fornecimento, à medida que os painéis solares de energia atingem o estágio final da sua vida útil.

“Custos de energia crescentes, tecnologia de reciclagem aprimorada e regulamentações governamentais podem abrir caminho para um mercado em que mais placas extintas sejam enviadas para reciclagem em vez do aterro mais próximo”, comentou Kristin Stuge, analista da Rystad Energy.

Componentes reciclados nos painéis solares

Os componentes dos painéis solares que possuem valor maior para a reciclagem são aluminio, prata, cobre e polissilício. A prata representa aproximadamente 0,05% do peso total, porém representa 14% do valor do material.

O palco de 1,6°C da Rystad Energy prevê um pico de instalações de energia solar em 2035 de aproximadamente 1,4 TW. A essa altura, indicaram que o setor de reciclagem de painéis solares pode fornecer 8% do polissilício, 11% do alumínio, 2% do cobre e 21% da prata suficientes para a reciclagem dos painéis instalados em 2020, com o intuito de atender à demanda por materiais.

Processo de reciclagem dos materiais retirados dos painéis solares

A primeira fase para a reciclagem do painel solar é a desmontagem, onde a estrutura de alumínio e a caixa de junção são separadas do painel solar, sendo trituradas em pedaços e classificadas por material logo em seguida.

“Existem máquinas de desmontagem de painéis solares no mercado hoje, inclusive uma da NPC que possui sede no Japão. Ela separa de forma melhor e mais eficaz as partes do painel solar antes de moer os restos, aumentando a taxa de recuperação dos materiais”, explicou a Rystad Energy.

FONTE: https://clickpetroleoegas.com.br/setor-que-recicla-paineis-solares-de-geracao-de-energia-podera-valer-us-27-bilhoes-ate-o-ano-de-2030-segundo-analise-da-rystad-energy/