Professora de computação conquista pódio em concurso culinário de alimentos impressos em 3D: ‘Não perde o sabor original’

Eline Welter, professora do IFSP Itapetininga (SP), participou de uma competição de alimentos bio-impressos na capital paulista.

Você já comeu macarrão “cozido” em uma impressora? E doce de leite? O que parece ser um cardápio de restaurante futurista, já é realidade no Brasil e tem até concurso culinário. Uma professora de computação de Itapetininga (SP) representou o estado de São Paulo na final de uma competição de alimentos bio-impressos na capital paulista.

Eline Welter, que é professora no Instituto Federal de Itapetininga (SP), teve o primeiro contato com “alimentos 3D” na Campus Party 2023, um evento de tecnologia e inovação. “Fui uma entre 16 selecionados para participar da competição, na qual houve mais de 100 pessoas inscritas em São Paulo”, conta.

A dinâmica é semelhante aos programas de disputa culinária, cada cozinheiro faz uma “compra” e depois precisa preparar seu prato, que será avaliado por uma bancada de jurados, explicou a professora.

Apesar de não ser cozinheira, a professora ficou entre os melhores colocados na competição, que avaliou a harmonização entre alimentos convencionais e bio-impressos.

Na final, realizada em 29 de julho, Eline disputou o pódio contra outros três candidatos. Mas desta vez, o desafio era maior: o prato precisava ser vegano. “

“Fiz um canelone de berinjela recheado com shimeji e molho de provolone vegano para acompanhar a proteína de soja, impressa em formato de sassami de frango que preparei empanada na farinha panko e frita na airfryer. De sobremesa fiz uma compota de maçã com uvas verdes, adoçada com mel de tâmaras e uma farofa doce de aveia com farinha panko para acompanhar o impresso em formato de flor de caramelo vegano”, conta Eline.

A final, lembra a professora, também aspirante a “cozinheira do futuro”, foi disputada com representantes de Goiás e Brasília. O júri foi composto pelo jornalista Fábio Chaves, Derrick Green, vocalista da banda Sepultura, e Tanya O’Callaghan, baixista da banda “Whitesnake”.

“A representante de Goiás, Giovanna Coradini [estudante de gastronomia], foi a campeã e ganhou um curso de gastronomia na Argentina. Não foi informado qual a colocação minha e da outra candidata, apenas apontaram a vencedora”, relata.

Prato que Eline produziu possui massa impressa — Foto:  Felipe Natali/Divulgação

Ingredientes reais, métodos diferentes

Saem as grandes e pesadas panelas e entram as impressoras 3D. Eline explicou ao g1 que, apesar do método alternativo de preparo, os pratos continuam com o sabor original.

“O alimento impresso não perde o seu sabor original. As impressões são feitas com o alimento pastoso, que é colocado em seringas e fixados na impressora. Através de um computador a forma ou desenho da impressão era selecionada e logo iniciava-se a impressão”.

Após o molde, o trabalho fica com a impressora. Sem risco de queimar no fogão, o tempo de preparo depende de cada alimento impresso, ressalta a professora. “Quanto menor o desenho, mais rápida é a impressão”.

FONTE:

https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2023/08/12/professora-de-computacao-conquista-podio-em-concurso-culinario-de-alimentos-impressos-em-3d-nao-perde-o-sabor-original.ghtml


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