nov 03

Novas pesquisas apontam para tratamentos inovadores contra o Alzheimer

Novos estudos comandados por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, ajudaram a entender melhor o cérebro humano e seu envelhecimento. As pesquisas podem ser a chave para o tratamento do Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas.

As pesquisas encontraram diferentes mecanismos celulares que podem acelerar ou reduzir a deterioração celular. Isso foi possível graças ao estudo de organóides, que são modelos que imitam o cérebro humano com alto nível de precisão.

“Descobrimos que os organóides do cérebro humano podem ser usados para estudar os mecanismos moleculares que impulsionam os processos de envelhecimento do cérebro“, declarou o professor do Instituto Australiano de Bioengenharia e Nanotecnologia da UQ Ernst Wolvetang.

Possíveis novas drogas

Segundo Wolvetang, isso abre caminho para os testes de muitas moléculas que podem se tornar drogas terapêuticas para o tratamento de uma série de doenças neurodegenerativas, incluindo o Alzheimer.

Com base nos organóides, Wolvetang e seu parceiro de pesquisa Julio Aguado conseguiram descobrir a ligação entre o vazamento de DNA e a aceleração do envelhecimento. Segundo eles, essa é a causa da Ataxia-Telangiectasia (AT), uma rara doença neurodegenerativa.

Um segundo estudo

Em paralelo, Ernst Wolvetang desenvolveu um outro trabalho com os organóides, esse ao lado de Mohammed Shaker. Neste, ele descobriu que uma proteína conhecida como klotho reduziu a deterioração das células cerebrais associada à idade e à demência.

“Nós alteramos geneticamente os níveis de klotho para estudar os efeitos que um aumento na proteína teria sobre as células organóides do cérebro”, disse Shaker. Os pesquisadores descobriram que isso retardou o processo de envelhecimento do cérebro em 89%.

Para Shaker, a pesquisa demonstra que essa proteína tem um efeito poderoso na redução dos efeitos do envelhecimento cerebral. O próximo passo é encontrar uma maneira de aumentar o klotho nas células cerebrais, o que pode ser uma maneira de deter ou desacelerar o Alzheimer.

FONTE: https://olhardigital.com.br/2021/11/02/medicina-e-saude/novas-pesquisas-apontam-para-tratamentos-inovadores-contra-o-alzheimer/