mar 13

Metrô da China vai usar reconhecimento facial para cobrar por passagens

Passageiros serão cobrados automaticamente após terem seu rosto escaneado na catraca

Na China, mais de meio bilhão de pessoas usam seus celulares para pagar por serviços não digitais. O país é líder mundial em pagamentos sem usar dinheiro ou cartão, e o próximo passo será realizar transações sem nenhum dispositivo em mãos. O metrô de Shenzhen, uma das cidades chinesas mais modernas, iniciou testes para cobrar os passageiros com reconhecimento facial.

Nas catracas da estação de Futian, foram instalados tablets que reconhecem o rosto dos passageiros. O valor da passagem é debitado automaticamente da carteira virtual do usuário do metrô, segundo reportagem do South China Morning Post.

De acordo com a operadora do metrô de Shenzhen, a tecnologia pôde ser implementada graças à internet 5G de alta velocidade. A inteligência artificial que reconhece os passageiros foi desenvolvida em parceria com a empresa de telecomunicações Huawei.

“Para usar cobrança facial no futuro, passageiros deverão fazer um pré-registro de seu rosto e conectar à sua conta de pagamentos”, afirmou um funcionário da estação de Futian ao jornal chinês.

Caso os testes tenham sucesso, tecnologia deve facilitar o tráfego intenso de pessoas no metrô da China. Em Shenzhen, mais de 5 milhões de viagens são realizadas todos os dias na malha de trens subterrâneos – e ela é apenas a décima primeira cidade mais populosa do país.

Reconhecimento facial na China

Pagamentos por reconhecimento facial já são uma realidade na China, tendo sido implementados por aplicativos como o Alibaba e o WeChat Pay. A tecnologia também vem sendo usada em larga escala para segurança. Em estações de trem, por exemplo, a polícia usa câmeras inteligentes para identificar suspeitos. O projeto, aliás, serviu de inspiração para testes durante o carnaval brasileiro, que levaram à prisão de cinco pessoas.

As escolas chinesas também vêm sendo monitoradas por câmeras com reconhecimento facial. A ideia é entender as emoções dos estudantes para aprimorar a educação do país. Nesse sentido, a China também passou a identificar crianças e adolescentes que passam muito tempo jogando jogos eletrônicos e fazendo streaming dessa atividade, para protege-las da exposição na rede.

FONTE: StartSe