maio 20

A fintech mais valiosa da Europa quer mais US$ 1 bi, mas pode perder US$ 15 bi

Há menos de um ano, Softbank liderou rodada com a fintech avaliada em US$ 45,6 bi, um valuation que pode cair para US$ 30 bi no próximo aporte

Num sinal dramático do sell-off e das dificuldades que se abatem sobre as startups dependentes de novas rodadas de capital, a Klarna — a fintech mais valiosa da Europa — pode sofrer um down round de US$ 15 bilhões para emplacar um aporte de US$ 1 bilhão.

Fundada pelo sueco Sebastian Siemiatkowski, a Klarna foi um das pioneiras no buy now, pay later — o bom e velho de crediário, mas com uma roupagem digital —, processando mais de US$ 80 bilhões em transações no ano passado, se tornando mais valiosa que grande parte dos tradicionais bancos europeus.

A última rodada da Klarna ocorreu há menos de um ano, quando a fintech levantou US$ 639 milhões em uma rodada liderada pelo Softbank que a avaliou a fintech em US$ 45,6 bilhões. No entanto, a startup sueca já parece precisar de mais capital. No ano passado, reportou um prejuízo de US$ 705 milhões.

Uma reportagem do The Wall Street Journal mostrou hoje que o Goldman Sachs está em contato com investidores para levantar US$ 1 bilhão para a Klarna. As pretensões iniciais da startup apontavam para um valuation de US$ 50 bilhões, mas uma negócio talvez só saia próximo de US$ 30 bilhões (post-money), o que representaria um down round de 30%.

A deterioração do valuation da Klarna era inevitável quando se considera a forte correção das ações nos Estados Unidos. No ano, a Nasdaq cai 27%. Fintechs listadas que competem a Klarna também sofreram um tombo. A Affirm, outra expoente no buy now, pay latter, já caiu mais de 75% ano, sendo avaliada atualmente em US$ 7,2 bilhões.

Na reportagem, o WSJ também mostra que a Klarna passou a sofrer com a competição de players mais consolidados, como Barclays e PayPal. A regulação sobre o modelo de buy now pay later também entrou na mira de autoridades — no Reino Unido, o BPNL passar por um escrutínio.

A Klarna conta com alguns dos maiores gestores de venture capital como sócios. Além da encrencada firma de Masa Son — o Softbank sofreu uma perda de US$ 26 bilhões no valor dos investimentos dos dois Vision Fund —, a fintech lá levantou capital com Sequoia, Dragoneer, Ant Group e Silver Lake, entre outros.

FONTE: https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/a-fintech-mais-valiosa-da-europa-quer-mais-us-1-bi-mas-pode-perder-us-15-bi.ghtml