jul 11

Conheça a Diligent Robotics que cria robôs para melhorar o desempenho humano

O robô Moxi foi criado para levar materiais para análises em laboratório e entregar equipamentos aos enfermeiros; assim, eles dedicam mais tempo e atenção aos pacientes

O Texas Health Dallas se tornou um dos primeiros hospitais dos Estados Unidos a implementar um robô para auxiliar os profissionais de saúde no atendimento ao paciente. Junto com o Departamento Médico da Universidade do Texas e o Houston Methodist Hospital, a instituição agora possui o Moxi, desenvolvido pela empresa Diligent Robotics.

 O ajudante foi criado, principalmente, para otimizar o tempo das equipes. “Os funcionários de uma clínica gastam em média 30% do seu tempo em atividades como coleta de suprimentos médicos ou reposição de estoque”, afirmou Andrea Thomaz, CEO e co-fundadora da Diligent Robotics, em um comunicado.

Assim nasceu o Moxi, em setembro de 2018. Segundo a empresa, o objetivo não é substituir empregos, mas apoiar as pessoas em seus papéis. “Ele apoia as pessoas do clínico, realizando as tarefas logísticas que limitam o tempo valioso de atendimento ao paciente”, disse Andrea.

O Moxi foi projetado para realizar ações que não envolvem interações com pacientes, como transporte de materiais para análises em laboratório e entrega de equipamentos aos enfermeiros. “Como um robô amigável, sensível e intuitivo, o Moxi não apenas alivia a equipe clínica de tarefas rotineiras, mas faz isso de maneira não ameaçadora e estimula relacionamentos positivos entre humanos e robôs, aumentando ainda mais a capacidade dos profissionais e o interesse em alavancar a IA no setor de saúde”, afirmou Andrea.

Design

O robô foi criado com um rosto para comunicar visualmente sinais e interagir com os usuários. Além disso, possui um braço com uma pinça e um conjunto de rodas em sua base. “Nosso desafio era encontrar um equilíbrio entre um braço que fosse funcional o suficiente para pegar coisas e ser útil no hospital, mas pequeno para que o robô não se tornasse muito volumoso e assustador”, disse Vivian Chu, co-fundadora da Diligent Robotics, em entrevista à Fast Company.

O Moxi é ligado ao sistema eletrônico de registros de saúde do hospital e pode ser pré-programado para executar diversas tarefas. Se um paciente for liberado e sua sala estiver sinalizada como limpa, ele pode transportar todos os itens necessários para que uma nova pessoa seja acomodada no ambiente.

“Os enfermeiros não precisam pensar em dizer ao robô para fazer as coisas”, explicou Vivian. O Moxi ainda aprende ao longo do tempo. Quando é guiado por um humano para fazer uma tarefa, como pegar uma gaze, ele registra dados como peso, cores do material e som da ação. Depois, ao se deparar com a mesma situação, conclui automaticamente o comando.

Resultados

O robô foi testado durante um mês nos hospitais de Dallas e economizou cerca de dez minutos para cada tarefa realizada. Segundo Andrea, uma enfermeira relatou à sua equipe que não precisa mais pensar em algumas ações, o que permitiu que ela passasse mais tempo com os pacientes.

Durante os testes, a empresa ainda descobriu que os pacientes interagiam e tiravam fotos com o robô. Uma criança inclusive enviou à empresa uma carta perguntando onde Moxi morava. Ele se tornou tão popular que foi programado para, a cada uma hora, circular pelo hospital com corações no lugar dos olhos. “Entre as tarefas, Moxi fazia uma volta social para conversar com seus fãs”, disse Andrea.

Segundo ela, as enfermeiras e a equipe do hospital também tiveram uma reação positiva — até mesmo aqueles mais céticos. “Algumas enfermeiras disseram: ‘Isso me assusta um pouco, eu não gosto de robôs, não sou de IA'”, disse. “Mas no final elas falavam ‘Hey Moxi, ei garota, como está indo?’”.

Com os resultados satisfatórios, a empresa pretende lançar a solução em outros hospitais até o final do ano. Além disso, a Diligent Robotics planeja levar o Moxi para outras indústrias. “Nossa visão real é trazer robôs para os mercados que estão trabalhando lado a lado com as pessoas e mudando o futuro do trabalho”, disse Andrea. “Isso vai permitir que as pessoas façam muito mais.”C

FONTE: STARTSE