jul 30

Com aporte de R$ 100 milhões, Nomad quer ser o banco digital dos brasileiros nos EUA

A startup fundada nos Estados Unidos anunciou uma rodada Série A liderada por Monashees e Spark Capital, com participação de Globo Ventures, ONEVC, Propel, GFC, Abstract e Vast

Ser o banco digital do brasileiro nos Estados Unidos. Essa é a proposta da fintech Nomad, fundada por Patrick Sigrist, Eduardo Haber e Marcos Nader em novembro do ano passado, com a entrada de Lucas Vargas na sociedade. Depois de três anos de estruturação, a empresa saiu do papel com o objetivo de facilitar o acesso dos brasileiros a serviços financeiros no exterior. Na prática, a Nomad oferece soluções como câmbio, transferências, pagamentos, compras internacionais e até investimentos no mercado norte-americano. Com 50 mil contas abertas, a startup acaba de conquistar um aporte Série A de R$ 100 milhões.

O investimento foi liderado pelos fundos Monashees e Spark Capital. Também participaram da rodada Globo Ventures, Propel, GFC, Abstract, Vast e ONEVC. A empresa usará o dinheiro para acelerar o crescimento e chegar a pelo menos 120 mil contas até o final deste ano.

A empresa usará o dinheiro para acelerar o crescimento e chegar a pelo menos 120 mil contas até o final deste ano (Foto: Divulgação)

Ser o banco digital do brasileiro nos Estados Unidos. Essa é a proposta da fintech Nomad, fundada por Patrick Sigrist, Eduardo Haber e Marcos Nader em novembro do ano passado, com a entrada de Lucas Vargas na sociedade. Depois de três anos de estruturação, a empresa saiu do papel com o objetivo de facilitar o acesso dos brasileiros a serviços financeiros no exterior. Na prática, a Nomad oferece soluções como câmbio, transferências, pagamentos, compras internacionais e até investimentos no mercado norte-americano. Com 50 mil contas abertas, a startup acaba de conquistar um aporte Série A de R$ 100 milhões.

O investimento foi liderado pelos fundos Monashees e Spark Capital. Também participaram da rodada Globo Ventures, Propel, GFC, Abstract, Vast e ONEVC. A empresa usará o dinheiro para acelerar o crescimento e chegar a pelo menos 120 mil contas até o final deste ano.

Para atingir esse objetivo, a Nomad focará no desenvolvimento e no lançamento de novos produtos, além de expandir o time, que hoje é de 75 pessoas. O plano é ter 150 colaboradores até o fim do ano, com pelo menos dois terços da companhia compostos por profissionais de tecnologia.

Sigrist, que é também um dos fundadores do iFood, teve a ideia para criar a Nomad em 2015, quando foi trabalhar na Califórnia e precisou acessar o sistema financeiro local. “Percebi que ninguém está pensando no brasileiro”, diz. “Você viaja e é ‘roubado’ com tarifas e impostos.”

A fintech é localizada nos Estados Unidos, mas atende às necessidades do viajante que chega do Brasil. Hoje, a empresa opera com taxas de, no máximo, 2% no spread do dólar comercial e de 1,1% no IOF sobre a remessa de dólar. Os clientes da startup têm direito a um cartão de débito internacional que é aceito como um cartão norte-americano. “Até na wallet da Apple Pay”, diz Sigrist.

Para colocar o negócio em operação, foram necessárias parcerias com uma corretora e um banco norte-americanos. A pandemia se impôs como desafio, pela redução do número de brasileiros em viagem nos Estados Unidos. Com a vacinação e a retomada do turismo, Sigrist aposta em um crescimento veloz, em razão da demanda reprimida. “Será brutal”, afirma.

A entrada dos investidores ajudará a empresa a aproveitar a nova fase de expansão. “São players de primeira linha, que podem nos conectar com diferentes mercados. É hora de realmente acelerar”, diz Sigrist.

Luis Lora, managing partner da Globo Ventures, ressalta que a Nomad tem duas características fundamentais para o fundo: tecnologias que tornam a vida do brasileiro mais fácil e time excepcional. Segundo o executivo, aumentar o acesso ao “mundo dolarizado” é um trabalho de democratização de serviços e produtos. “Isso é fundamental para o progresso do país”, afirma.

Além disso, Lora acredita que as experiências de Sigrist e de Vargas, que passou pelo Grupo ZAP, resultam em uma combinação perfeita para a Nomad. “Diferentemente de quem está empreendendo pela primeira vez, é uma turma que sabe quais erros evitar. Eles sabem o que estão fazendo.”

FONTE: https://epocanegocios.globo.com/Startup/noticia/2021/07/com-aporte-de-r-100-milhoes-nomad-quer-ser-o-banco-digital-dos-brasileiros-nos-eua.html