fev 12

Claranet vai criar academia para formar até 80 profissionais em TI por ano

“Também podem participar pessoas que trabalhem em Tecnologias da Informação há 10 ou 15 anos numa área que está a desaparecer, por exemplo”, disse ao Jornal Económico Vasco Afonso, head of Public Cloud da tecnológica britânica.

A Claranet vai criar academia para formar entre 50 a 80 profissionais em Tecnologias da Informação (TI) por ano, disse  Vasco Afonso, responsável pela área de Cloud Pública da tecnológica britânica, ao Jornal Económico. O programa educativo ainda não está 100% estipulado (e, provavelmente, só irá arrancar no próximo ano) mas poderão inscrever-se recém-licenciados ou com pessoas já com experiência na área.

“Também podem participar pessoas que trabalhem em TI há 10 ou 15 anos numa área que está a desaparecer, por exemplo. Vamos ajudar a transformar as suas competências para se adaptarem às t

A fornecedora de soluções de hostingcloud pública, redes e segurança dará formações sobre soft skills (ensinará a ter modelos de operação mais ágeis), bases de dados, sistemas Microsoft Azure, Adobe e Google, e procurará criar novos arquitetos cloud ou engenheiros devOps [de desenvolvimento (development) e operações (operations)] ou atualizar as capacidades daqueles que estão a perder o barco digital.

“Aquilo que temos sentido dos clientes e organizações com quem falamos é que, muitas vezes, o problema não é propriamente na tecnologia, mas na forma de utilizar essa tecnologia, nos processos, como se podem adaptar a novas formas de trabalhar, a ser mais rápidas a responder ao mercado”, afirmou o especialista.

Enquanto managed service provider (MSP), a Claranet começou apenas há cerca de dois anos a amadurecer os procedimentos de desenvolvimento de projetos em cima de cloudpública. Como tal, a empresa com sede em Londres organizou na última sexta-feira a primeira edição do DevOps Day, com debates que tinham sobretudo duas metas: fomentar a agilidade e a competitividade da assistência.

A organização garantiu ao semanário que o evento tem uma lógica de continuidade anual e que, ao longo de 2019, de três em três meses, prevê organizar outras sessões desta natureza, de uma dimensão menor, especificamente sobre um ou dois temas dos que ‘subiram’ ao palco deste encontro.

 “O DevOps não é algo que funcione em startups só. Funciona em qualquer organização, mas é mais fácil uma startups nascer com esta cultura – porque não tem legado nem constrangimentos ou dependências de processos do passado – do que aquelas que já estão estabelecidas há uma dezena de anos”, confessa.

A adaptação a esta prática de software tende a ser inversamente proporcional ao tamanho das empresas, mas Vasco Afonso considera que independentemente das indústrias em que as organizações operam, todas podem adotá-lo.

A Microsoft, que começou com licenciamento on-premises software [a partir de um servidor interno e de infraestruturas de computação], tem feito a passagem para a ‘nuvem’ e partilhado com a Claranet a abordagem ao mercado no que diz respeito à cloud híbrida. A própria multinacional norte-americana tem procurado fazer o ‘shift’, através de uma transformação na sua oferta de produtos, passando mais para uma lógica de serviços, e tentado levar aos clientes “plataformas que permitam que pessoas e organizações atinjam melhores resultados”, assegura Hugo Pereira, responsável desta gigante tecnológica

Em relação à implementação destas soluções, Hugo Pereira diz que não existe um padrão que sirva para todos os empresários ou utilizadores domésticos: “Muitas vezes, o híbrido pode ser um caminho para chegar à full cloud, numa lógica transitável, ou mesmo o destino. O que vemos é que ainda há algumas preocupações que precisam de ser desmistificadas para que a adoção de cloud, em qualquer modelo, seja maior”.

FONTE: JORNAL ECONÔMICO