abr 23

Startup projeta colocar 1 milhão de veículos elétricos na Índia até 2021

Foto: Bhavish Aggarwal, fundador da Ola e CEO da startup indiana

Narendra Modi, primeiro-ministro do país, anunciou que planeja aumentar significativamente o número de veículos movidos a energia limpa nas ruas da Índia

ALEXANDRE PELEGI

Dez mil riquixás elétricos de três rodas no prazo de um ano, um milhão de veículos movidos a bateria até 2021… As metas ambiciosas foram definidas pela Ola, startup administrada pela ANI Technologies na Índia.

A empresa indiana, principal concorrente da Uber no segundo país mais populoso do planeta, iniciou a discussão de políticas públicas com governos estaduais. Pelo lado da produção, a Ola deu início a tratativas com possíveis parceiros da empreitada, o que envolve desde fabricantes de veículos até fábricas produtoras de baterias.

Em sintonia com os objetivos do governo indiano, a Ola quer sair na frente. Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, já anunciou que planeja aumentar significativamente o número de veículos movidos a energia limpa nas ruas do país, o sétimo maior em área geográfica do mundo.

Em março deste ano, o Ministério de Energia comunicou que o primeiro-ministro havia ordenado aos membros de sua equipe de governo que buscassem formas de garantir que, até 2030, a maioria dos veículos do país fosse movida a eletricidade.

A indústria automotiva ainda procura entender como o populoso país atingirá essa meta, que exigirá investimentos e incentivos gigantescos.

Enquanto isso, a Ola busca expandir um projeto-piloto que realiza na cidade de Nagpur, na região central da Índia, onde seus primeiros veículos elétricos já atingiram mais de 4 milhões de quilômetros rodados.

Envolvendo uma série de veículos elétricos, que vão desde táxis até os riquixás de três rodas, o projeto inclui ainda uma frota de ônibus, instalações solares em telhados, estações de recarga e experimentos de troca de baterias.

Na Índia, o que muitos de nós conhecemos por “tuc-tuc” lá é chamado de rickshaw, referência ao riquixá original, de tração humana, transporte barato e existente em todo lugar. A ideia da Ola é ampliar esse tradicional meio de transporte com o uso da matriz elétrica. Atualmente há vários modelos que circulam com motor a gasolina, gás natural ou gás liquefeito de petróleo.

A startup foi fundada em 2011 pelos engenheiros Bhavish Aggarwal e Ankit Bhati, e teve uma rápida ascensão no mercado. Após comprar as operações indianas do serviço de entregas Foodpanda, a Ola expandiu seu serviço de carona compartilhada à Austrália. Além disso, adquiriu o aplicativo de emissão de bilhetes para o transporte público Ridlr, com sede em Mumbai.

Os serviços de transporte privado da Ola estão presentes em 110 cidades indianas, totalizando mais de um milhão de motoristas.

FONTE: DIÁRIO DO TRANSPORTE