out 05

Startup americana usa inteligência artificial para prevenir tiroteios em escolas

O “Massacre de Columbine”, nos EUA, completará 20 anos em abril do ano que vem e, desde então, alguns outros episódios trágicos de tiros disparados em terrenos escolares aconteceram — vide a tragédia de Sandy Hook, que reacendeu o debate sobre o controle de armas no país. Em ambos os casos, a similaridade reside no fato de que a situação foi confrontada pelas autoridades depois dos fatos. Uma startup de segurança quer mudar isso.

A empresa Athena Security, fundada por Liza Falzone (ela, uma das listadas na Fortune’s 40 Under 40 pelo seu trabalho como CEO da Revel Systems) e Chris Ciabarra, traz em seu portfólio de soluções uma câmera que usa sistemas de inteligência artificial capaz de reconhecer ações perigosas de pessoas, como o movimento feito para se puxar uma faca ou arma de fogo, e alertar as devidas autoridades antes que algo mais trágica aconteça. Tal autoridade pode ser o líder técnico que instalou o sistema de câmeras ou, mais eficaz, a polícia. A ideia é desenvolver uma série de práticas defensivas que previnam episódios traumáticos, ao invés de buscar culpados após incidentes.

Segundo informações da Fortune, uma das câmeras já foi instalada na Archbishop Wood High School em Warminster, Pensilvânia, na útlima semana. Disse o presidente do colégio, Gary Zimmaro: “Nós temos o dever e a responsabilidade de manter os nossos estudantes seguros. Só em 2018 foram 246 tiroteios em massa, então a Athena Security nos ajudou a acalmar substancialmente os temores dos pais”.

Circuitos televisivos normais de vigilância (popularmente referidos como “CCTV”, ou “Closed Circuit Television”, no inglês) armazenam as gravações de suas câmeras em um servidor local. No caso da Athena Security, porém, a ideia é utilizar a computação em nuvem e a inteligência artificial para desencadear uma resposta imediata quando uma situação de alerta é identificada no sistema, emitindo um alerta para as autoridades ao mesmo tempo em que pode trancar portas, paralisar elevadores e comunicar-se com os suspeitos à distância.

Lisa Falzone, cofundadora e CEO da Athen Security, é uma empresária americana listada em rankings de sucesso da revista Fortune (Imagem: Divulgação/Revel Systems)

“A polícia pode se comunicar e dizer ‘Você foi detectado. Baixe suas armas e coloque as mãos para cima. O feedback que tivemos de agentes da lei, especialmente para varejistas, donos de lojas e bancos — onde criminosos buscam dinheiro — é o de que isso será de muita ajuda na prevenção de crimes”, diz Falzone. A executiva ainda garante que a tecnologia empregada por suas câmeras é bastante precisa, trazendo 99% de certeza no reconhecimento de armas, em uma janela de dois segundos.

Por enquanto, as câmeras da Athena Security estão sendo lançadas “apenas” com a detecção de armas de fogo, mas atualizações previstas para o próximo mês devem introduzir movimentos de faca e outras armas brancas. “Já praticamente aperfeiçoamos o sistema para armas de fogo, então estamos prontos para seguirmos em direção a brigas de rua, facadas e outros crimes. A expectativa é de que, em um ou dois meses, ao menos a primeira versão do reconhecimento de brigas de rua já esteja pronta”, diz Falzone.

Fonte: Fortune