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Setor sucroenergético é essencial para descarbonização do país, diz especialista

Importância do etanol para a descarbonização foi ressaltada pela UNICA na última semana, bem como a produção de biogás, biometano e geração de bioeletricidade.

A produção de energia limpa vem ganhando força no mundo e falar sobre a descarbonização no transporte é essencial quando se fala de economia. De acordo com a União da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA) o transporte é responsável hoje por 25% das emissões poluentes e falar sobre o assunto, portanto, é essencial.

Eduardo Leão, diretor-executivo da UNICA, destacou durante um evento esta semana, que o setor sucroenergético tem um importante papel na economia de baixo carbono, uma vez que o etanol representa hoje 45% do consumo total do combustível no país.

“Hoje, o etanol representa 45% do total de combustível consumido no Brasil. Assim, não temos como falar em descarbonização da economia se não falarmos da descarbonização do setor de transportes, responsável por 25% do total de emissões. Nesse ponto, o etanol se apresenta como parte da solução em rotas tecnológicas distintas, mas complementares “, ressaltou ele.

Leão comenta que o setor sucroenergético nacional é responsável por uma receita de 40 bilhões de dólares e está presente em quase 30% dos municípios brasileiros. Além disso, o setor traz benefícios ambientais extremamente elevados segundo ele uma vez que além do biocombustível, o mesmo também vem contribuindo com a produção de energia.

“Nós temos hoje nosso setor gerando quase 5% da eletricidade brasileira a partir do bagaço da cana e uma série de outros produtos surgindo como biogás, biometano. Então é um setor aí extremamente dinâmico e com uma importância bastante relevante para o país e várias dessas vertentes” explica ele.

Quem também comenta o assunto é Luciano Rodrigues, diretor de Economia e Inteligência Setorial da Única. O especialista destacou que o setor sucroenergético vem investindo em pesquisa e inovação para alcançar uma produção cada vez mais eficiente tanto ambientalmente falando como também em prol da economia.

Rodrigues afirma que o setor vem focando bastante no que diz respeito ao biogás e biometano, assim como reforça a importância do desenvolvimento de políticas públicas para se trabalhar no setor.

“Não é preciso eleger um campeão. Mobilidade sustentável não é uma solução binária. Há uma gama de possibilidades e rotas para atingirmos essa meta. O que temos é: o novo é baixo carbono, o velho é alto carbono” reforça ele.

Rodrigues reforça que a indústria sucroenergética saiu do ambiente tradicional do agronegócio como fornecedora de alimento e embora o mercado de açúcar seja bastante parecido com outras commodities agrícolas pelo país, o setor se voltou para a produção de energia limpa, bem como de transformação, o que é bastante positivo .

“Se a gente olhar nas últimas duas décadas eu acho que a dinâmica do setor ela foi dado pelo mundo da energia. Nos últimos cinco anos cerca de 60% do que a gente produziu foi destinado para o mundo da energia, o etanol, a bioeletricidade, agora com o biometano, com biogá . Então é nesse mundo que eu acho que a gente vai encontrar nos próximos anos as principais oportunidades e desafios “, destaca.

O especialista reforça que tanto o ambiente do etanol como da bioeletricidade está passando por uma transformação, uma vez que a necessidade de ampliar a oferta de energia se tornou necessária com menor emissão poluente. Com isso o setor sucroenergético ganha pontos importantes em seu desenvolvimento.

“Então nós estamos em duas áreas com dinâmicas muito diferenciadas e em um período de transformação. Isso traz oportunidades para a indústria e também traz desafios. Nesse mundo da energia eu entendo que a gente tem uma série de oportunidades, o Brasil e o mundo todo vai ter que crescer em energia renovável de baixo carbono” finaliza Rodrigues.

FONTE: http://www.biomassabr.com/bio/resultadonoticias.asp?id=5844#