jan 02

Relatório da Ericsson revela que a tecnologia está mais humanizada

O Ericsson ConsumerLab apresenta a sétima edição do seu relatório anual The 10 Hot Consumer Trends for 2018 and beyond, em que aponta para uma mudança de paradigma numa altura em que os consumidores esperam que a tecnologia digital opere cada vez mais sob princípios humanos

As conclusões do relatório 10 Hot Consumer Trends for 2018 baseiam-se num inquérito online de Outubro de 2017 junto de utilizadores de internet com conhecimentos avançados em 10 das mais influentes cidades do mundo, numa abordagem de early adopters,

O estudo revela que a linguagem corporal, a expressão facial e a inflexão serão responsáveis por tornar a voz e o toque como modos de controlo de interação dos consumidores com os dispositivos tecnológicos, facilitando a adoção numa época de elevado ritmo de mudanças tecnológicas.

De acordo com o relatório, 51% dos utilizadores de Realidade Aumentada/Realidade Virtual acreditam que a inteligência artificial (IA) será responsável por anúncios que não são distinguíveis de produtos reais

São estas as 10 tendências para 2018 e para além deste ano:

1. O corpo é a interface de utilização: mais de metade dos atuais utilizadores de assistentes de voz inteligentes acredita que vai recorrer a linguagem corporal, expressões, inflexões e toques para interagir com os dispositivos como se estes se tratassem de seres humanos. Cerca de 2 em cada 3 pessoas acreditam que esta realidade se irá impor em dois a três anos.

2. Audição Aumentada: 63 por cento dos consumidores gostariam que os auscultadores traduzissem o conteúdo em línguas estrangeiras em tempo real. 52 por cento querem bloquear o som do ressonar de um membro da família.

3. Eternos “newbies”: 30 por cento dizem que a tecnologia dificulta a constante atualização de competências. Mas assumem que essa tecnologia também nos torna especialistas instantaneamente. 46 por cento referem que a Internet lhes permite aprender e esquecer novas competências mais depressa que nunca.

4. Emissões sociais: o social media está a ser ultrapassado pelos players tradicionais. Mas metade dos consumidores indica que a IA seria útil para verificar a veracidade de factos publicados nas redes sociais.

5. Anúncios inteligentes: os anúncios poderão tornar-se demasiado inteligentes para o seu próprio bem. Mais de metade dos utilizadores de Realidade Aumentada/Realidade Virtual pensa que os anúncios se irão tornar tão realistas que irão eventualmente tomar o lugar dos próprios produtos.

6. Comunicação sem limites: 50 por cento dos inquiridos pensa que a incapacidade de diferenciar humanos de máquinas é algo que os assustaria. 40 por cento revelamse assustados com o facto de poder ter um smartphone que reage ao seu estado de espírito.

7. Sociedade de lazer: 32 por cento dos estudantes e dos trabalhadores consideram que não precisam de um emprego para beneficiarem de uma vida com sentido. 40 por cento referem que gostariam de ter um robô que trabalhasse e recebesse um salário por eles, garantindo mais tempo para lazer.

8. A sua foto é uma divisão: imagine conseguir entrar para dentro de uma fotografia para relembrar uma memória. 3 em cada 4 pessoas acreditam que em apenas 5 anos irão utilizar a realidade virtual para “entrarem” nas fotos do seu smartphone.

9. Cidades no céu: as ruas das cidades estão cada vez mais concorridas, mas os céus permanecem livres. 39 por cento consideram que as suas cidades precisam de uma rede viária para drones e veículos aéreos. Mas quase tantos preocupam-se com o facto de um drone poder cair em cima da sua cabeça.

10. Futuro carregado: o mundo conectado requer uma maior autonomia nos dispositivos móveis. Mais de 80 por cento acreditam que em apenas 5 anos vamos poder contar com baterias de longa duração que vão acabar com as nossas preocupações de autonomia.

“Estamos a dar os primeiros passos num futuro onde os dispositivos não têm botões e interruptores e que não precisam de ser controlados digitalmente através do smartphone. De facto, esta alteração é necessária, já que seria muito complicado obrigar as pessoas a aprenderem uma nova interface de utilização por cada dispositivo que se liga à Internet das Coisas”, refere, em comunicado, Michael Björn, Diretor de Research na Ericsson ConsumerLab.

“Temos todos que saber hoje os mais pequenos detalhes dos dispositivos que utilizamos. Mas no futuro, serão os equipamentos a conhecer-nos a nós. Para que este cenário se torne numa realidade, eles têm de conseguir retransmitir complexos dados referentes às relações entre humanos para processamento na cloud, e responder de forma intuitiva em apenas milissegundos, aumentando os requisitos sobre a conectividade de próxima geração”, acrescenta o executivo.

FONTE: B!t Magazine