mar 12

Pesquisadores de Harvard criam “polvo robótico”

O equipamento usa vácuo para reproduzir o movimento de dobra e sucção dos animais

Os tentáculos de um polvo são uma das criações mais engenhosas da natureza. Precisos e flexíveis, podem desatar nós, abrir garrafas e envolver presas de qualquer forma ou tamanho. Também estão repletos de ventosas, com forte poder de sucção mesmo debaixo d’água. Agora, imagine um robô com as mesmas habilidades. Pesquisadores de Havard fizeram isso.

Em parceria com a Universidade de Beihang, na China, eles criaram um braço robótico inspirado nos tentáculos de um polvo. Dotado de um design flexível, o equipamento é capaz de segurar, mover e manipular uma grande variedade de objetos. Assim como o animal, tem pequenas ventosas para uma pegada mais firme.

Segundo um dos autores do projeto, August Domel, em artigo publicado no periódico Soft Robotics, apesar de já existirem robôs semelhantes, nenhum é tão sofisticado quanto o desenvolvido pelos pesquisadores de Havard. “A maioria projetos anteriores se focaram em imitar ou a sucção, ou o movimento do braço. O nosso é o primeiro a reproduzir os dois simultaneamente.”

Domel afirma que o principal desafio da pesquisa foi achar o ângulo perfeito para o equipamento agarrar objetos. Para isso, os pesquisadores mediram os tentáculos de um polvo real e reproduziram em um robô.

Dessa forma, o aparelho consegue manipular sozinho objetos que, normalmente, precisariam de múltiplas garras.

Como funciona?
Para controlar o braço, os pesquisadores usam duas válvulas: uma para dobrar o tentáculo e outra para acionar as ventosas. Tanto o braço quanto a ventosa usam vácuo.

Os pesquisadores testaram o dispositivo em objetos diferentes, como folhas de plástico, canecas de café, tubos de ensaio, ovos e até caranguejos vivos. O formato também permitiu ao tentáculo se espremer em espaços estreitos, a fim de recuperar objetos perdidos.

Os pesquisadores esperam, com o protótipo, influenciar uma nova geração de robôs capazes de manipular objetos com facilidade.

FONTE: ÉPOCA