jul 21

Parceira chinesa da Apple, Microsoft e Dell viola direitos humanos; empresas não se pronunciam

Companhias de tecnologia chinesas que prestam serviço para algumas das maiores empresas dos EUA, como Apple, Microsoft e Dell, estão sendo acusadas de não respeitarem princípios básicos trabalhistas

Recentemente, o Departamento de Comércio dos EUA acusou 11 empresas chinesas de tecnologia e violação de direitos humanos. Dentre o grupo, uma delas é parceira de empresas como a Amazon, Dell, General Motors (GM) e Microsoft.

A Nanchang O-Film Tech é uma das empresas listadas nas acusações que possui negócios com as gigantes americanas da tecnologia. Segundo o Departamento, as 11 empresas listadas tem práticas pouco respeitosas com seus funcionários, como detenções arbitrárias em massa, trabalho forçado, coleta involuntária de dados biométricos e até análises genéticas.

Em comunicado, o secretário de Comércio Wilbur Ross disse que “Pequim promove ativamente a prática repreensível do trabalho forçado e esquemas abusivos de coleta e análise de DNA para reprimir seus cidadãos”.

Até o momento, nenhuma das gigantes americanas, como Apple, Amazon, Microsoft ou GM se pronunciaram sobre o tema.

Desde outubro de 2019, o Departamento de Comércio dos EUA já colocou 48 empresas na lista de companhias que tem pouco apreço pelos direitos humanos.

Empresas fornecedoras de tecnologia da China são acusadas de violação de direitos básicos. Imagem: Reprodução

guerra comercial entre Estados Unidos e China se escalonou desde que Donald Trump, presidente dos EUA, começou a criar mais embargos para produtos chineses em solo americano, o que impactou a produção local e no país chinês.

Um episódio recente da batalha comercial foi em dezembro passado, quando o presidente americano ameaçou aumentar as tarifas de produtos oriundos da China para desestabilizar o mercado asiático, que lucra muito com as vendas de fim de ano.

FONTE: https://olhardigital.com.br/noticia/parceira-chinesa-da-apple-microsoft-e-dell-viola-direitos-humanos-empresas-nao-se-pronunciam/103797