abr 25

Oito coisas para nunca fazer com um drone

Seja para uso profissional ou por entretenimento, os drones estão cada vez mais presentes no dia a dia. Confira oito coisas para nunca fazer com o seu equipamento.

Os drones estão cada vez mais comuns, seja para uso profissional ou mesmo para entretenimento. Modelos profissionais são usados para captura de imagens de fotos ou vídeos para as mais diversas finalidades, como jornalismo, publicidade e segurança. O número de equipamentos utilizados no Brasil vem crescendo ano a ano, e eles já podem ser adquiridos a partir de R$ 196 na Amazon.

Segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), em 2021, foram registrados 1.016.587 novos drones, sendo que 596.757 para uso recreativo. Para evitar alguns transtornos, antes de levantar voo, saiba oito coisas para não fazer com o seu drone.

Os drones estão se popularizando cada vez mais  — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

1. Decolar perto de animais

Antes de levantar voo, verifique se não há animais por perto — sejam eles de estimação, outros animais terrestres ou aves — pelo trajeto que planeja realizar.

Por curiosidade ou mesmo defesa, os animais podem ir de encontro com seu equipamento, e um choque pode ser o fim do seu voo. A colisão pode ferir o animal e até destruir completamente o drone.

2. Voar próximo a aglomerações

Risco de queda ao voar sob aglomerações é alto e deve ser evitado  — Foto: Zingara Lofrano / TechTudo

É importante evitar voar sobre aglomerações justamente pelo risco de queda. A ANAC e outras agências internacionais recomendam voar a uma distância de pelo menos 30 m de outras pessoas.

Dependendo do peso do drone, o usuário é obrigado a fazer um seguro para o caso de ele cair e danificar ou machucar alguém. Em casos como eventos e shows, por exemplo, é recomendado realizar uma avaliação prévia do local e do voo planejado.

3. Espionagem

Não é recomendado voar com seu drone muito próximo a construções, principalmente em grandes centros, devido ao risco de colisão — seja por erro de operação ou mesmo por uma rajada de vento que empurrará seu equipamento contra a parede.

Além disso, não é permitido — e nem é ético — ficar espionando outras pessoas dentro de suas casas, trabalhos ou mesmo em lugares públicos sem autorização.

4. Voar sobre águas

Voar sobre a água requer atenção especial — Foto: Divulgação/DJI

Voar sobre rios, oceanos ou lagos geralmente proporciona imagens muito bonitas, mas essa prática requer um cuidado adicional.

Como existe o risco de queda, é possível que os equipamentos aterrissem na água. A maioria dos modelos, contudo, não é à prova d’água, o que pode levar ao fim da vida útil do aparelho. Por isso, é necessário ter atenção ao voar perto de rios ou praias.

5. Voar acima do limite de altitude

No Brasil, altitude máxima de voo é de 120 m, ou aproximadamente 400 pés  — Foto: Reprodução/Kickstarte

Não é recomendado ultrapassar a marca de 400 pés de altitude (que é equivalente a 120 m), pois acima disso, pode haver interferência na navegação e você pode perder o controle do seu equipamento.

Embora muitos aparelhos possuam sistemas de segurança que o fazem retornar para o local de origem se o sinal for perdido, ultrapassar esse limite de segurança pode significar que o equipamento não consiga fazer o caminho de volta sozinho.

6. Voar fora de vista

Cada modelo de drone possui um limite de distância — Foto: Divulgação/Everdrone

Como dito anteriormente, cada equipamento possui um limite de distância na horizontal de acordo com o sinal do rádio transmissor (controle remoto) do drone.

Além disso, apesar de ser possível observar por onde o drone está voando pela tela, o ideal é não perdê-lo de vista. Isso é importante para que se possa sempre entender o que acontece em volta do equipamento, mesmo caso haja um problema de conexão.

7. Voar próximo a aeroportos

Drones não podem circular perto de aeroportos — Foto: Divulgação/FoodPanda

O drone não deve nunca se aproximar de aeroportos ou rotas de voo, por segurança. As regras atuais dizem que o drone deve ser operado a pelo menos 2 km de distância de um aeroporto. Se o equipamento voar acima de 30 m, essa distância deverá subir para 9 km.

Independente de altitude, é indicado solicitar autorização de voo no espaço aéreo pelos sistemas SARPAS do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

8. Voar sem documentação

Site da ANAC contém todas as informações necessárias sobre utilização dos drones — Foto: Divulgação/ANAC

Voar com seu drone sem documentos, com documentação não homologada pela ANATEL ou cadastrada incorretamente pode custar a apreensão do equipamento. Isso acontece mesmo que seja para uso recreativo.

Por isso, antes de comprar e começar a operar, acesse o site da ANAC para tirar todas as suas dúvidas e fazer o registro quando necessário.

FONTE: https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/04/oito-coisas-para-nunca-fazer-com-um-drone.ghtml