dez 20

Novas tecnologias podem turbinar jogos de poker online

Quem pratica o poker online provavelmente já se acostumou às constantes melhorias que, de tempos em tempos, os desenvolvedores apresentam. Em se tratando de uma indústria altamente responsiva em termos de avanço tecnológico, a rápida adaptação às novidades nem chega a ser surpresa. Porém, há lançamentos que chegam fazendo barulho e criando expectativas: é o caso da realidade virtual e da realidade aumentada.

É fácil entender o burburinho em torno das novidades: são a última palavra em experiência do usuário e têm potencial para levar os jogadores de poker online e outras modalidades a um nível de performance de excelência.

A controvérsia é provocada, na maioria das vezes, pela confusão em torno dos nomes. Afinal, realidade virtual e realidade aumentada são sinônimos ou guardam apenas algumas similaridades? Na verdade, são duas maneiras diferentes de enxergar o que chamamos de mundo real.

Comumente abreviadas VR (Virtual Reality) e AR (Augmented Reality), elas convergem ao caminharem juntas na utilização de gadgets semelhantes, que captam e entregam o conteúdo ao usuário final. Porém, o modo de virtualização é bem diferente em cada uma.

Na realidade virtual, a imersão é completa e realizada por meio de óculos apropriados. Esses equipamentos podem conter imagens gravadas em 360 graus e criam uma espécie de isolamento, na qual a percepção da realidade se perde enquanto o conteúdo é consumido. O precursor dessa tecnologia foi o Óculos Rift, compatível com computadores de mesa e bastante utilizado em jogos de videogame, num passado não muito distante – lá pelos idos de 2012. Ele ainda é considerado um dos melhores no segmento.

Já na realidade aumentada, o que ocorre são acréscimos de elementos animados e interativos em “cenas” do mundo real. Esse ambiente transformado pode ser visualizado também em óculos ou por meio de smartphones, caso do game que virou febre mundial da Nintendo, o Pokemon GO.

Há diferenças também no ritmo de evolução das duas tecnologias. Ao contrário do que se possa imaginar, a operacionalização e desenvolvimento é mais simples no caso da realidade virtual. Isso acontece porque os dispositivos são menos complexos e sua aplicação é mais prática: os setores imobiliário, turístico, de entretenimento e publicitário já a utilizam em várias ações junto aos clientes.

Sua maior vantagem é permitir a simulação de experiências e trabalhar com apelos emocionais, afetando o comportamento do público para converter potenciais consumidores em compradores. É totalmente possível, por exemplo, criar um ambiente para jogos de poker online proporcionando ao jogador a sensação de estar em uma partida real.

Na realidade aumentada, a grande sacada é a interatividade que ocorre entre o mundo real e o virtual. Mas saiba que nem só de games vive essa tecnologia: as etiquetas de QR code e os filtros engraçadinhos lançados nas redes sociais são alguns exemplos de suas aplicações. A complexidade mora no fato de que, para funcionar, a realidade aumentada precisa de um software, um GPS e um marcador físico.

A promessa do 5G

Para garantir o sucesso da interação, ter uma internet de alta velocidade é mandatório. Nesse aspecto, a promessa da chegada da internet 5G cria muitas expectativas quanto ao futuro dos jogos de poker online. A principal delas é a questão da socialização, de vivenciar uma partida real com pessoas reais – mas que estão fisicamente distantes.

Vários setores da economia já se preparam para a chegada da nova tecnologia móvel, aguardada para 2020 no Brasil, mas já existem projetos em andamento apresentando resultados. Como o projeto de uma marca de cosméticos na plataforma de compartilhamento de vídeos YouTube, que permite às consumidoras experimentar a paleta de cores de suas maquiagens. Isso mesmo, tudo online e utilizando a câmera frontal de seu equipamento.

Com a chegada da internet 5G, o mercado nacional fica cada vez mais próximo de agregar aos jogos de poker online emoções próximas do mundo real, por meio da utilização de software de realidade virtual e realidade aumentada. Aliadas à tecnologia móvel, a expectativa é de grandes saltos rumo à evolução das jogadas. Os competidores aguardam ansiosamente.

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A pressão é grande sobre as companhias de telefonia móvel. Para que a realidade virtual e a realidade aumentada funcionem satisfatoriamente a tecnologia 5G tem que acontecer de verdade no Brasil. Um desafio para as empresas responsáveis e um receio para os demais setores, devido às recentes falhas de testes realizados até o momento.

Mundialmente falando, o 5G cumpre o prometido quanto à velocidade de conexão. De acordo com a medição realizada pelo site SpeedTest, a média global de uma internet fixa é de 58,66Mbps. Com o 5G, a entrega chega a 1Gbps. Impressiona, mas também preocupa, uma vez que a velocidade do consumo da franquia de dados também é colocada em xeque.

Em um teste de transmissão ao vivo realizado pela BBC de Londres em maio deste ano, a qualidade do vídeo superou expectativas. Os problemas aconteceram na prévia do evento, cujos preparativos quase acabaram com a franquia de dados do equipamento utilizado.

Numa outra ocasião, o jornalista Tom Warren, do site The Verge, chegou a publicar em sua rede social o consumo, em um único dia, de 20GB para utilizar a tecnologia móvel – equivalente a um mês inteiro de um pacote utilizado pelos brasileiros. É preciso que as companhias façam seus ajustes antes de colocar o consumidor numa situação desconfortável: a de ter a tecnologia à disposição, mas ser impedido de aproveitá-la em todo o seu potencial.

A velocidade, no entanto, não é a única característica da internet móvel de quinta geração. Seu objetivo é assegurar também a agilidade de aplicações impossíveis de realizar com o 4G, através da diminuição da latência de circulação dos dados. Uma vantagem que pode acabar com o atraso da distribuição das informações e viabilizar a telepresença em tempo real. Os jogadores de plantão aguardam os próximos capítulos.

FONTE: CLICK