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Mercado Livre lança novas soluções de olho no ‘one stop shop’

Maior plataforma de e-commerce da América Latina apresenta conta PJ, pagamento integrado e mudança no selo de “loja oficial”

Centro de distribuição do Mercado Livre: empresa apresenta novas soluções durante Meli Experience 2022 (Mercado Livre/Divulgação)

O conceito de “one stop shop” representa, no mundo dos negócios, uma empresa que consegue agregar diversos serviços e produtos em um único ambiente. É o que o Mercado Livre, maior plataforma de e-commerce da América Latina, busca entregar dentro de seu ecossistema, que conta atualmente com banco digital (Mercado Pago), frente de Crédito (Mercado Crédito), unidade de publicidade digital (Mercado Ads), solução de plataforma para varejo (Mercado Shops) e frente de entregas (Mercado Envios).

O e-commerce ainda é o principal negócio do grupo, mas as outras verticais estão em crescimento, em especial o Mercado Pago. A unidade financeira representa um terço dos US$ 44 bilhões que o Meli tem em valor de mercado. No Brasil, quase metade (48%) da receita vem do chamado “mundo azul” – referência usada dentro da empresa para as cores do Mercado Pago.

De olho em engordar ainda mais essa fatia, o Mercado Pago anunciou duas novas funcionalidades nesta quarta-feira, 31: o lançamento da conta para pessoa jurídica e da solução de pagamento integrado das máquinas de cartão nos pontos de venda. O anúncio foi feito durante o Meli Experience 2022, evento voltado para empreendedores clientes da plataforma.

A companhia aproveitou, ainda, para apresentar uma nova forma dos vendedores do Mercado Livre alcançarem o desejado status de “loja oficial” dentro do e-commerce. Abaixo, as principais novidades apresentadas pela empresa:

Como obter o selo de ‘loja oficial’ no Mercado Livre

Na hierarquia de bons vendedores, o status de loja Platinum era o mais alto padrão dentro do Mercado Livre. Agora, no entanto, a empresa pretende recompensar os lojistas com melhor reputação com o selo de “loja oficial”, reservado a grandes marcas vendedoras da plataforma, como Nike e Loreal.

“Antes restrito a clientes que pudessem aportar credibilidade para a plataforma, entendemos a denominação de “loja oficial” pode funcionar agora também como uma possibilidade de crescimento para vendedores que não possuem uma grande marca mas são muito competentes”, afirma Cesar Hiraoka, diretor de marketplace do Mercado Livre.

A mudança irá depender da performance do vendedor dentro da plataforma. O primeiro critério é o volume de vendas totais (GMV) do lojista, que deve se manter acima de 250 milhões mensais em um patamar médio de seis meses – descontando, assim, eventos de sazonalidade.

Outro critério, considerado classificatório, é a reputação do vendedor. Entram aqui os feedbacks dos consumidores sobre tempo de entrega e qualidade do produto. O Meli também tem um índice de qualidade interno que contabiliza “intervenções” feitas pela empresa para evitar situações como venda de produtos falsificados ou que ferem propriedade intelectual. Esse índice de qualidade será levado em consideração ao conceder a nova classificação.

“Existe o componente do status [de loja oficial], mas por trás está uma alavanca para as vendas, com maior visibilidade e proteção. Existe, por exemplo, um filtro de lojas oficiais que é bastante utilizado. São uma série de benefícios que os lojistas buscam participar”, avalia Hiraoka.

Conta PJ do Mercado Pago

Outro lançamento é a conta do Mercado Pago para Pessoa Jurídica. Com o conceito de “one stop shop”, a funcionalidade pretende oferecer tudo que o vendedor precisa em uma mesma conta.

Além das tradicionais funcionalidades de boletos e cartões, a conta oferece ferramentas de gestão, contratação de crédito, ferramentas omnichannel de vendas – incluindo maquininhas –, suporte para operações com Pix, e soluções para vendas via Código QR.

O vendedor também pode utilizar a conta PJ para oferecer benefícios aos funcionários como auxílio combustível e alimentação via cartão de débito.

“Com o lançamento da conta PJ, temos soluções de crédito, conta e pagamento para os vendedores. O objetivo é entregar a melhor experiência, para que o lojista tenha que se preocupar o mínimo possível com questões burocráticas e consiga focar no seu negócio”, diz Daniel Davanço, diretor de pagamentos para empresas do Mercado Pago.

Integração de pagamentos via Mercado Pago

O Mercado Pago também vai permitir a integração de pagamentos de sua maquininha de cartões, a Point, com os sistemas de gestão empresarial (ERPs) de pequenas e médias empresas.

“A compra final do cliente é enviada automaticamente para o sistema de gestão, conciliando caixa e estoque. Evita a necessidade de ficar verificando comprovantes no final do dia”, explica Davanço.

Ao invés de oferecer um sistema de gestão próprio, o Mercado Pago integra a maquininha ao sistema de gestão já utilizado pelo cliente por meio de APIs [infraestrutura tecnológica].

“Temos também o nosso sistema de gestão, mas acreditamos que esse mecanismo é muito mais inclusivo e democrático porque não obriga o vendedor a ter o nosso sistema. É algo escalável e acaba saindo mais em conta para o pequeno e médio vendedor”, completa.

FONTE: https://exame.com/invest/mercados/mercado-livre-lanca-novas-solucoes-de-olho-no-one-stop-shop/