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Ikea procura engenheiros de software para impulsionar casas inteligentes

Grupo está a analisar produtos para adicionar à sua crescente lista de itens inteligentes, onde já constam colunas, persianas e lâmpadas.

O Ikea quer ser um dos principais players na tecnologia das casas inteligentes. A cadeia de mobiliário e decoração sueca fez o maior investimento em 20 anos para enfrentar gigantes como a Google e a Amazon. O CEO da Inter Ikea, dona da marca Ikea, disse ao Financial Times que o grupo está a analisar produtos como purificadores de ar para adicionar à sua crescente lista de itens inteligentes, onde já constam colunas, persianas e lâmpadas.

“Consideramos que é uma área muito interessante para apostarmos. Queremos simplicar [as casas inteligentes] e tornar acessível”, disse Torbjorn Loof. “Penso que o Ikea poderá ter um papel de liderança no setor das casas inteligentes”, adianta. O Ikea está a meio da maior transformação desde a sua fundação, há 76 anos, à medida que o grupo impulsiona as vendas online, serviços como montagem e experiências com lojas mais pequenas em centros urbanos.

O retalhista revelou que está a fazer o maior investimento desde 1997, depois de ter começado com lâmpadas controladas à distância há dois anos. Contudo, não forneceu quaisquer dados financeiros. Este verão, lançou colunas em conjunto com a Sonos – incluindo uma integrada num candeeiro -, assim como persianas que podem ser controladas através de uma aplicação. Bjorn Block, responsável pela área de casas inteligentes do Ikea, disse que a cadeia sueca adotou uma abordagem diferente das empresas e startups que dominam o tema em Silicon Valley.

“Para nós, o lar vem em primeiro lugar”, afirmou em entrevista ao diário britânico. O Ikea encontra-se a contratar engenheiros de software para o seu principal centro em Almhult, na Suécia, mas também está nos seus planos instalar-se nos Estados Unidos e na Ásia. O responsável acrescentou que a marca pretende aumentar em larga escala o número de produtos inteligentes sem revelar mais detalhes. A par disso, defendeu que tanto a escassez de água como a poluição do ar são grandes desafios globais que a empresa deve tentar enfrentar. Bjorn Block salientou que as empresas tecnológicas não são apenas concorrentes, mas também podem ser colaboradores, e que juntos podem desenvolver produtos que resolvam problemas.

FONTE: DINHEIRO VIVO