set 27

Flourish FI se prepara para escalar com programas de aceleração e nova captação

Fintech que promove uma interação lúdica entre usuários e instituições financeiras quer dobrar o número de clientes até o fim do ano

Pedro Moura e Jessica Eting, fundadores da fintech Flourish FI (Foto: Divulgação)

fintech Flourish FI, que busca promover a construção de bons hábitos financeiros, foi escolhida para participar de três programas de aceleração brasileiros: Mastercard Strive Community, BoostLAB e NEXT. Na opinião do CEO e cofundador, Pedro Moura, as oportunidades aproximam a fintech de diferentes atores na jornada financeira, trazendo insights de como evoluir a plataforma.

Na parceria com a Mastercard, a Flourish está contribuindo com tecnologia para auxiliar a digitalização de 500 mil microempresas de favelas brasileiras em parceria com a Aliança Empreendedora e a Central Única das Favelas (CUFA). Desta forma, aproxima-se dos usuários finais e conhece suas dores para pensar em novas soluções e aplicações para a plataforma. Neste projeto, a fintech recebeu parte de um investimento de US$ 1 milhão, sem precisar dar uma fatia de participação na empresa. “Estamos criando algo novo e queremos assegurar que a nossa tecnologia ajude aqueles historicamente marginalizados quando se trata de educação financeira”, declara Moura.

O CEO afirma que está buscando ativamente por uma instituição financeira que ofereça produtos para pessoas jurídicas e microempreendedores individuais para participar do projeto e juntar forças com a tecnologia da Flourish FI.

Com o BoostLAB, hub de negócios do BTG Pactual para empresas de tecnologia, o foco da fintech é comercial: o objetivo é explorar oportunidades de negócio com outras instituições financeiras e, além da possibilidade de aumentar a carteira de clientes, aproveitar a aproximação para entender como aprimorar a prestação de serviço.

Já no caso da Aceleração NEXT, realizada pela Fenasbac (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central), a fintech estará próxima do regulador financeiro e poderá testar a tecnologia no open banking, conhecendo novos casos de uso e influenciando nas decisões de mercado.

Um ano e meio após captar US$ 1,5 milhão em um pré-seed liderado pelo fundo Canary, a Flourish FI está finalizando uma nova rodada de investimentos que, segundo o CEO, está quase toda definida. Ele não revela detalhes sobre o assunto, mas diz que a captação contou com capital do Vale do Silício – onde reside – e de investidores de grande porte do Brasil, com alguns nomes voltando para mais uma rodada.

A fintech, criada por ele e pela norte-americana Jessica Eting, nasceu em 2018 com o propósito de ajudar as pessoas a construírem hábitos financeiros mais saudáveis a partir da gamificação e da recompensa. Em sua fase embrionária, era uma conta digital para jovens latino-americanos aprenderem a juntar um pé de meia aplicando mecânica de jogos e ciência comportamental, ensinando a poupar de forma lúdica. “Buscando impacto e ter um negócio mais escalável, pivotamos e começamos a licenciar a tecnologia para instituições financeiras”, explica Moura.

Em 2021, a Flourish FI começou a testar a plataforma no Brasil, em parceria com o Sicoob, no modelo de engagement as a service. A startup pretende ajudar bancos, cooperativas e outras fintechs a se relacionarem melhor com os clientes. A partir do caráter lúdico, a Flourish FI promete trazer mais lealdade, rentabilidade e aumento nas captações e transações.

A proposta é que o consumidor se sinta motivado a utilizar o aplicativo por entender melhor seus gastos, enquanto os bancos conseguem segmentar os usuários e compreender os diferentes tipos de cliente que atendem. A startup licencia a tecnologia para as instituições e personaliza de acordo com o desejo de cada uma, dando a cara da empresa para o app – ou seja, o consumidor nem sabe que uma outra companhia está por trás de tudo.

Atualmente, a tecnologia da Flourish FI já é utilizada por cerca de 10 instituições, sendo cinco no Brasil, como Qista e HerMoney. Na América Latina, a startup atende o Banco Solidario, do Equador, e Banco Económico e BancoSol, na Bolívia. O CEO deseja encerrar 2022 com 20 clientes.

FONTE: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/09/flourish-fi-se-prepara-para-escalar-com-programas-de-aceleracao-e-nova-captacao.html