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Fazenda urbana Pink Farms diminui trajeto de vegetais até a sua casa

A Pink Farms produz hortaliças sem agrotóxicos no meio de São Paulo com maior velocidade e menor custo de transporte

Há uma fazenda produzindo vegetais no meio de São Paulo, capital. A Pink Farms, fazenda vertical urbana, está situada no bairro Vila Leopoldina – e os vegetais saem do local embalados e prontos para o consumo, realizando um trajeto muito menor do que o convencional.

Geralmente, as fazendas estão concentradas no interior dos estados por questões de espaço. No entanto, a Pink Farms contorna esse problema ao criar hortas verticais, aumentando a capacidade do terreno. Ao mesmo tempo, os alimentos chegam mais frescos ao consumo, já que o caminho percorrido é menor – o que acaba reduzindo o custo com transporte.

A Pink Farms recebe este nome devido a iluminação ideal criada para as plantas crescerem mais rapidamente. A cor rosa é resultado de uma mistura de luzes vermelhas e azuis percebidas pelo olho humano. “Os comprimentos de onda vermelho e azul, em específico, são os que mais ativam a clorofila para a planta fazer fotossíntese”, explica Mateus Delalibera, um dos fundadores da startup, em entrevista à StartSe.

De acordo com Delalibera, o tempo entre a semeadura e a colheita na Pink Farms é de cerca de 35 e 40 dias, enquanto na fazenda esse período costuma levar entre 65 e 70 dias. Uma das diferenças é que as plantas na fazenda estão sujeitas às mudanças climáticas, enquanto na startup, são criadas em um ambiente controlado.

“O processo produtivo é feito dentro de um ambiente isolado, com tratamento de água e ar. Todos que entram na sala das hortas devem entrar com roupa específica e processo de higienização – a planta já cresce limpa”, conta Delalibera.

Os vegetais são criados livres de agrotóxicos e com o mínimo de contato humano para garantir a qualidade. “Só tiramos a planta do ambiente já embalada e fazemos frequentes testes microbiológicos para entender qual é o nível de contaminação e se é própria para consumo ou não”, disse o empreendedor.

Atualmente, a Pink Farms produz sete diferentes tipos de alfaces. A empresa também comercializa microgreens, vegetais em estado intermediário entre brotos, frequentemente utilizados na decoração de pratos. Em breve, o objetivo é de comercializar outras hortaliças, como rúcula, espinafre e manjericão. Para o futuro, a expectativa é de comercializar frutas, como morango e tomate.

Fonte: http://www.startse.com/noticia/startups/67211/agrotech-pink-farms