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Empresa lança primeiro cruzeiro híbrido elétrico do mundo

“Nossa ambição é zerar emissões,” diz Daniel Skjeldam, CEO da Hurtigruten.

O MS ROALD AMUNDSEN, PRIMEIRO CRUZEIRO HÍBRIDO ELÉTRICO DO MUNDO (FOTO: DIVULGAÇÃO: HURTIGRUTEN/ESPEN MILLS)

A Hurtigruten, empresa norueguesa de linhas marítimas, está lançando o primeiro cruzeiro híbrido do mundo, movido parcialmente a energia elétrica. O MS Roald Amundsen, batizado em homenagem ao explorador norueguês que foi o primeiro a chegar ao Polo Sul, promete diminuir em 20% as emissões de carbono em relação a outras embarcações de tamanho similar.

“Sustentabilidade é e tem sido chave nos nossos negócios faz tempo e decidimos liderar a indústria na inovação ao redor da tecnologia sustentável,” disse Daniel Skjeldam, CEO da Hurtigruten à Forbes. “Acreditamos que as empresas devem ter um papel maior do que têm hoje e decidimos dar o exemplo.”

O Amundsen utiliza duas baterias. A energia excedente gerada pelo motor é direcionada para essas baterias e armazenada para uso no futuro. Por pequenos períodos de tempo, o navio pode navegar apenas com energia elétrica.

Segundo Skjeldam, uma das motivações para a guinada sustentável da empresa está nas rotas que seus navios percorrem — a maioria delas, em regiões polares. De acordo com o executivo, o impacto das mudanças ambientais, seja na variedade da fauna local ou tamanho das geleiras, é perceptível.

“Eu não acho que operadoras de cruzeiros perceberam que tipo de transformação é esperada delas no futuro e acreditamos que empresas que não forem as mais sustentáveis possíveis e não se prepararem para um mundo livre de emissões vão morrer,” disse Skjeldam.

A bateria do Amundsen é apenas o primeiro passo. A empresa planeja implementar técnicas sustentáveis em pelo menos mais seis de seus cruzeiros até 2021. Entre as metas, está mover seus navios a biogás feito de resíduis orgânicos de peixes e gás natural liquefeito. Em 20 anos, a Hurtigruten planeja zerar suas emissões de carbono.

“Nossa ambição é zerar emissões, mas infelizmente isso não é possível com a tecnologia atual,” diz Skjeldam. “Mas estamos trabalhando com a tecnologia em nossos navios e achamos que poderemos operar  sem emissões no futuro.”

FONTE: ÉPOCA