nov 01

Empreendedores faturam com plataforma de venda de infoprodutos que não tem taxa para cartão

A Abmex, de Alexander Frota e Breno Wilson, já passou do R$ 1,5 milhão em faturamento neste ano.

Breno Wilson e Alexander Frota, fundadores da Abmex (Foto: Divulgação )

Donos de um site de vendas de infoprodutos, Alexander Frota e Breno Wilson identificaram que uma das principais dificuldades dos produtores de cursos era pagar as elevadas taxas que plataformas de hospedagem cobravam. Buscando reduzi-las, eles criaram a Abmex, uma startup de pagamento digital com taxa zero. Apenas neste ano, o negócio já faturou mais de R$ 1,5 milhão.

Empreendedores do mercado digital, Frota e Wilson se conheceram em um evento por causa de um amigo em comum. Após o encontro, os dois firmaram uma parceria e começaram a desenvolver novos negócios. “Nós lançamos juntos vários produtos, cursos onlines, software para apostas de futebol e até um site de emprego que divulgava vagas home office”, conta Frota.

Foi a partir do desenvolvimento desses produtos que os dois identificaram uma nova  oportunidade. “Em 2019, lançamos um treinamento no qual ensinamos pessoas a trabalhar em home office. A gente fez mais de 45 mil clientes”,  relata Frota. Por ter de pagar taxas sobre as vendas feitas com cartão de crédito, eles começaram a ver a necessidade de criar uma plataforma própria. “Identificamos que alguns produtores tinham os mesmos problemas que os nossos ao hospedar os conteúdos em outras plataformas do mercado.” Em 2021, ele e Wilson decidiram criar a Abmex.

Pensada para atender vendedores de cursos digitais, a plataforma isenta as taxas que costumam ser aplicadas nas compras feitas com cartão de crédito. “Na Abmex, não cobramos nada para transacionar no cartão. A taxa é algo que faz muita diferença, pois imagina você faturar R$ 1 milhão e deixar R$ 100 mil para a plataforma”, explica Wilson.

Segundo Wilson, o faturamento da startup vem de outros serviços, como antecipação de pagamentos, assinaturas e uma taxa de 3,99% para vendas em PIX e boleto. “Além das ferramentas de transações financeiras, oferecemos serviços de gestão para o produtor aumentar seu tíquete médio. Não funcionamos como a Udemy, por exemplo, nós somos apenas intermediários. Os produtores são os responsáveis pelo curso.” Atualmente, a startup tem 1,4 mil clientes, sendo 140 ativos. O modelo de negócio é o B2B2C.

Pensando em consolidar sua expansão, a startup já recebeu um aporte de R$ 300 mil de Tiago Mascarenhas, fundador da SEDA College. O investimento foi destinado ao desenvolvimento de produtos. Em 2023, o foco da plataforma, segundo Wilson, é expandir para o mercado global. “Estamos querendo abrir a possibilidade de compras internacionais, dessa forma os produtores poderão vender para fora do país.”

FONTE: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2022/10/empreendedores-faturam-com-plataforma-de-venda-de-infoprodutos-que-nao-tem-taxa-pra-cartao.html