maio 21

EMPREENDEDORES CRIAM LIXEIRA FLUTUANTE CAPAZ DE RECOLHER RESÍDUOS NO MAR

A Seabin, criada por Andrew Turton e Pete Ceglinski, está ajudando a combater a poluição em várias partes do mundo

Seabin, lixeira capaz de coletar lixo na água (Foto: Reprodução)

Uma invenção criada por dois empreendedores está ajudando a combater a poluição em mais de 20 países em todo o mundo. A Seabin, uma espécie de lixeira flutuante, é capaz de recolher cerca de 1,5 quilo de resíduos por dia.

A invenção foi criada pelos australianos Andrew Turton e Pete Ceglinski em 2015. A ideia surgiu após Turton ter um pensamento muito simples: “se podemos ter latas de lixo na terra, por que não tê-las na água?”.

Ceglinski, antes um designer de produtos, acabou embarcando no projeto. “Meu trabalho era fazer produtos de plástico. Depois de um tempo, vi que não precisávamos das coisas que eu estava fazendo”, diz ele.

Seabin, lixeira capaz de coletar lixo na água (Foto: Reprodução/Facebook)

Por meio de um sistema de bombeamento, a Seabin é capaz de sugar os resíduos que estão boiando à sua volta. Em sua abertura, uma rede filtra a água e prende os objetos. Depois, é necessário que alguém recolha a lixeira, retire os resíduos e a devolva para a água.

Em 2016, com uma campanha de crowdfunding, o projeto viralizou e arrecadou quase US$ 270 mil (hoje, cerca de R$ 1,1 milhão). Nos anos seguintes, protótipos da Seabin passaram a ser instalados em regiões como ilha de Maiorca, na Espanha.

Agora, a lixeira está sendo utilizada para limpar as águas de mais de 20 países, da América do Norte à Oceania. Em Montenegro, na Europa, estudantes de escolas locais têm colaborado com o projeto, ajudando a esvaziar as lixeiras e reunir os resídulos coletados.

Seabin, lixeira capaz de coletar lixo na água (Foto: Reprodução/Facebook)

Além de colaborar para a limpeza, o trabalho gera dados importantes sobre os tipos de lixo mais encontrados – a cada ano, uma unidade é capaz de reunir 90 mil sacolas plásticas e 16,5 mil garrafinhas, por exemplo. A ideia é que as informações ajudem iniciativas de todo o mundo.

FONTE: PEGN