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Em meio à pandemia, Zoom cresce 169% e tem receita recorde em um trimestre

A pandemia afastou fisicamente funcionários de seus colegas de trabalho e escritórios, bem como famílias e amigos da convivência social. As plataformas de videoconferência passaram a ser amplamente utilizadas desde em reuniões corporativas até festas de aniversário, por exemplo, e um dos grandes nomes de destaque é o Zoom.

A companhia liberou seus resultados do primeiro trimestre deste ano nesta terça-feira (2), revelando um crescimento de 169% de receita em comparação ao mesmo período do ano passado. Analistas estimavam uma receita de US$ 202,7 milhões, mas o resultado da companhia superou as expectativas, atingindo US$ 328,2 milhões de dólares.

Enquanto 2020 tem sido difícil para muitas empresas de diversos mercados, está sendo positivo para o Zoom. A empresa, que realizou sua primeira oferta de ações (IPO) em março de 2019, viu suas ações triplicarem de valor ao longo do ano. Como consequência, a previsão de receita anual da plataforma foi elevada – de US$ 905 milhões a US$ 915 milhões de dólares para US$ 1,78 bilhão a US$ 1,80 bilhão.

“Nós estamos impressionados com a adoção acelerada da plataforma Zoom em todo o mundo neste primeiro trimestre. A crise da COVID-19 gerou uma maior demanda por interações face a face e colaboração utilizando o Zoom. Os casos de uso cresceram rapidamente à medida que as pessoas integraram o Zoom em seus trabalhos, estudos e vida pessoal”, disse Eric S. Yuan, fundador e CEO da plataforma, no comunicado sobre os resultados da companhia.

A empresa não divulgou o número de usuários (pagantes ou não) ativos na plataforma. No entanto, o Zoom afirmou que possui 265 mil empresas com mais de 10 funcionários – um crescimento de 354% em comparação ao mesmo período do ano passado e mais um reflexo da implementação global do home office.

Contratempos

Criado no Vale do Silício em 2011, o Zoom se destacou entre os concorrentes (Google Meet, Webex, Teams, Skype, entre outros) por suportar mais de 100 usuários em uma chamada de vídeo simples. Em webinars e outros modelos, a quantidade pode superar 500 pessoas.

No entanto, a empresa também enfrentou alguns revezes durante o primeiro trimestre do ano. A segurança, privacidade e a proteção de dados do Zoom passaram a ser questionadas. Em janeiro, a empresa de segurança Check Point Research identificou uma falha na plataforma que tornava possível que hackers participassem das videoconferências e até espalharem vírus entre os computadores dos usuários. A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI), por exemplo, teve uma conferência invadida em que conteúdos de cunho nazista foram compartilhados.

No mesmo período, empresas de todo o mundo – a exemplo da SpaceX, Google e até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – proibiram o uso da ferramenta durante o trabalho.

Outros problemas da trajetória foram o vazamento de gravações de reuniões e a falta de criptografia para proteger os dados dos usuários. A empresa passou a reforçar a segurança após os incidentes, o que incluiu a aquisição da Keybase, uma empresa de criptografia para mensagens e compartilhamento de arquivos.

Como a companhia irá implementar a criptografia ponta a ponta em sua plataforma ainda é uma questão em discussão. O Zoom tem recebido críticas após anunciar que a funcionalidade só estaria disponível para usuários pagantes.

Na ligação para informe dos resultados aos investidores desta terça-feira, o CEO da companhia justificou que a iniciativa afastaria o uso do Zoom para atividades ilícitas. Na ausência da criptografia, as informações dos usuários e as ligações podem ser compartilhadas com autoridades.

Além de estar em ascensão, o Zoom é uma das ferramentas que estão possibilitando que empresas continuem operando durante a pandemia, o que tem sido um desafio em diversos setores. Saiba como sua empresa pode lidar com a crise e se tornar desejada pelo mercado no Programa Exponencial de Retomada realizado pela StartSe.

FONTE: startse.com