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Duas em cada três fintechs brasileiras esperam dobrar receita em 2022

O ano de 2022 deve ser de resultados mais do que positivos para as fintechs brasileiras – em vários aspectos. O principal indicador que sustenta a recuperação das empresas de serviços financeiros é o faturamento. Em 2021 o percentual de empresas com crescimento negativo ou zero reduziu para 21%, já que no ano anterior o dado era de 39% e em 2019, 26%.

É o que mostra a quarta edição da pesquisa Fintech Deep Dive, conduzida pela PwC Brasil em parceria com a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), que ouviu 156 fintechs de diferentes áreas de atuação e portes entre março e abril deste ano. O alento é ainda maior quando, questionadas, 65% delas esperavam dobrar o faturamento em 2022.

Sócio da PwC Brasil, Luís Ruivo lembra que a pandemia de Covid-19, que impactou e ainda continua respigando diversos setores e indicadores macroeconômicos, foi abrasiva e que a resiliência no modo de atuar das fintechs vem contribuindo para a recuperação esperada.

Nessa linha, somam-se ainda aos números que expressam otimismo os indicadores de captação de recursos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões em 2021. Segundo o estudo, o volume de investimentos é semelhante aos patamares observados antes de 2020, quando os serviços foram pressionados.

“Os novos investimentos que estes negócios receberam contribuem com esta análise (de recuperação). Em 2019, 36% das nossas entrevistadas alegaram ter recebido algum aporte, índice que cai para 26% em 2020 e chega a 41% no ano passado”, aponta Luís Ruivo.

Pix e open banking estão no radar

Inset já mostrou que usar menos dinheiro em espécie pode ajudar a reduzir os gastos e que ao menos 40% dos brasileiros não vêm usando notas e moedas para pagar as contas. Isso pode ser sentido com o levantamento feito pela PwC e pela ABFintechs. O material mostra que as empresas entrevistadas tendem a explorar as possibilidades do Pix e a diversificar a oferta de produtos e serviços para atrair clientes.

Para sermos mais exatos, 72% das fintechs no Brasil estão desenvolvendo soluções alinhadas com as regulamentações associadas ao Pix ou ao Open Banking. Para 79%, já é possível colher benefícios dessas iniciativas ou preveem resultados positivos em até um ano.

O open banking ainda tem um potencial que não foi totalmente explorado. É o que pensa o diretor da ABFintechs, Diego Perez. “O mercado vai seguir em transformação em virtude desse recurso, já temos a regulação, mas ainda é preciso cuidar da infraestrutura de integração do open finance, o que exige tempo. Em um futuro próximo, devemos ver marketplaces de crédito e outros serviços financeiros, por exemplo”, salienta.

Raio-x mostra que fintechs são jovens e otimistas

Ao escutar as mais de 150 fintechs, a pesquisa pôde estabelecer um raio-x das entrevistadas. O primeiro ponto que chama a atenção é o percentual de empresas em expansão ou consolidação. Se em 2020 o indicador apontava para 39%, no último ano esse número foi de 31%, indicando que novas empresas têm surgido de forma mais contida na comparação com os anos anteriores.

Além disso, a PwC e a ABFintechs notaram um perfil comum entre elas com três principais características: são jovens, otimistas e em busca de equilíbrio financeiro. O levantamento mostra que 68% das organizações têm menos de cinco anos de existência e que os principais segmentos de atuação das fintechs são crédito, meios de pagamento e bancos digitais.

Já na busca pela estabilidade financeira, mostra o levantamento, 35% das empresas ouvidas alcançaram o chamado “break-even” – quando custo total e receita total se equiparam. Mais de dois terços delas atingiram esse patamar em até dois anos. Mesmo período esperado para alcançar esse ponto para 52% das fintechs que ainda não o atingiram.

FONTE: https://www.inset.com.br/negocios/duas-em-cada-tres-fintechs-brasileiras-esperam-dobrar-receita-em-2022