Diante da crise, eficiência digital deve ser a bússola para a inovação

O cenário exige, ainda mais, que a busca por novas soluções esteja alinhada ao desempenho e eficiência dos negócios.

Basta abrir os jornais de circulação nacional, bem como as principais revistas especializadas em negócios para ter a real dimensão dos resultados abaixo do esperado pelas empresas de tecnologia. A combinação juros altos, liquidez reduzida no mercado de capitais, diminuição dos investimentos em mídia, redução na compra de equipamentos de tecnologia e pressão por novas soluções em inteligência artificial geram uma combinação curiosa em busca de ajustes de preços. Em um bom português: demissões em massa nas principais empresas de tecnologia, e fundos cobrando melhor desempenho e eficiência nestes negócios.

Não existe mágica. Todo negócio deve trazer resultado e a boa eficiência – e isso nunca saiu de moda. Pensar que o mundo seria mudado por um avanço considerável de tecnologias ditas de ruptura deixa de lado um pressuposto básico, que é o custo de capital e o tamanho do investimento necessário.

Sendo a sua organização uma grande empresa de tecnologia, uma startup ou um negócio tradicional com a demanda por inovação e tecnologia, o modelo centrado na disciplina de capital, gestão dos projetos estratégicos e iniciativas das áreas operacionais sempre estará vigente. Neste caso, pense sempre em tecnologia, mas nunca esqueça da importância da sustentação do modelo de negócio.

Falar de forma complexa, adotando um emaranhado de termos técnicos e pensar como se estivéssemos em uma sopa de letras digitais andou em moda até dias atrás. Quem nunca esteve em uma reunião repleta de projetos, aliás, provas de conceito, squads, times baseados em análises de dados, jornadas dos principais clientes e pensando em frameworks complexos? Ótimo ver a evolução dos temas de negócios. Melhor ainda é validar a tese do dinheiro e seu valor no tempo.

Neste caso, nada melhor do que chamar a alta liderança da sua organização e deixar claro a relevância do custo de qualquer iniciativa, comprovando resultado. Da mesma forma, melhor ainda seria ter um diretor de inovação e tecnologia pensando em salvar o seu negócio, a partir de uma visão de mercado e, mais ainda, na disciplina de capital.

Times de tecnologia devem pensar nas inúmeras oportunidades técnicas para um desempenho superior do negócio, conectando, inclusive, os inúmeros problemas diários com o ecossistema de inovação global. Mais ainda, é preciso pensar em adotar indicadores como o potencial financeiro da sua área, eficiência operacional e redução de processos seria vital.

A principal revolução digital deveria ter, como foco, respeitar o tempo dos acionistas e de comitês de investimento, fiscal, riscos e administrativo. É preciso pensar nos potenciais riscos relacionados as fragilidades do universo tecnológico – incluindo os relacionados a problemas de acesso e vazamentos de dados, mas, ainda mais importante, nos que representam um potencial desperdício de caixa por iniciativas sem qualquer comprovação de ganho. No final das contas, todos ganham com este movimento, sendo eles os clientes, investidores, especialistas ou gestores em altos cargos de liderança.

FONTE: https://epocanegocios.globo.com/colunas/alem-do-hype/coluna/2023/02/diante-da-crise-a-eficiencia-digital-deve-ser-a-bussola-para-a-inovacao.ghtml


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