mar 17

Deputado quer expandir uso de energia solar na agricultura familiar no Mato Grosso

Thiago Silva defende a criação de um programa de instalação de sistemas fotovoltaicos no estado, com o objetivo de favorecer o trabalho das 100 mil famílias 

O deputado estadual Thiago Silva quer criar um programa de instalação de energia solar na zona rural no estado do Mato Grosso e também defende o incentivo e uso da energia eólica, ressaltando a importância do uso de energias limpas. O objetivo é favorecer o trabalho das 100 mil famílias que vivem da agricultura familiar na região.

“O apoio para produção, assistência técnica e comercialização às comunidades e assentamentos da zona rural é fundamental. Acredito que, com uso de energias limpas, o custo para o pequeno produtor fica menor, aumentando assim sua lucratividade”, disse Thiago Silva.

O deputado também é autor do projeto de lei 337/2019, que dispõe sobre Política Estadual de Incentivo ao Aproveitamento da Energia Solar em todo o Estado. O objetivo do projeto é estimular como forma de diminuir o consumo das diferentes fontes de energia, os investimentos e a implantação dos sistemas de energia solar ecologicamente corretos, englobando o desenvolvimento tecnológico em empreendimentos particulares e públicos.

“A constante reclamação dos pequenos produtores de Mato Grosso consiste na oscilação e baixa qualidade na transmissão de energia, principalmente nas regiões Araguaia, Sudeste e Noroeste. Dessa maneira, o uso de energia limpa é uma alternativa eficaz para a produção da agricultura familiar”, reforça.

Ele defende que haja uma interação entre Governo Federal (Incra), Estado (Seaf e Empaer) para que esse apoio e atendimento sejam realizados nos 141 municípios de Mato Grosso que possui mais de 740 assentamentos.

energia solar fotovoltaica está cada vez mais presente no meio rural. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a capacidade instalada que era 9 megawatts (MW) em 2017 saltou para 47,2, em 2018.  Até março de 2019, a capacidade já alcançava 60,3 MW.

Além dos da redução de custos com energia elétrica, a maior disponibilidade de linhas de financiamento para o setor rural impulsiona os negócios. O mapeamento da ABSOLAR aponta a existência de mais de 70 opções de financiamento de agentes públicos e privados para diversos setores da economia brasileira, incluindo a agropecuária.

FONTE: PORTAL SOLAR