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De live commerce a fim do boleto: as tendências do varejo

Open Banking vai revolucionar o varejo. Redes sociais são importantes para o sucesso da empresa. M-commerce ganha cada vez mais força no mercado de compras online. Essas e outras tendências foram destaques do SVWC na última quarta-feira (27/10). Confira o resumo dos melhores momentos.

Por Sabrina Bezerra

O varejo está cada vez mais tech. Desde a chegada da pandemia de coronavírus, o setor tem passado por uma grande revolução. A primeira delas foi o crescimento do comércio online. Veja: apenas no ano passado, o mercado de e-commerce brasileiro faturou 126 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. 

Mas como nada é estático, para se destacar, é preciso ficar antenado nas inovações e tendências. E spoiler: nessa história, o boleto bancário pode virar passado. Entenda mais sobre o assunto e confira algumas das inovações apresentadas no SVWC, festival de inovação e empreendedorismo da StartSe, abaixo:

1 – OPEN BANKING E CHECKOUT INTELIGENTE

A partir da próxima semana — para um público fechado — um novo recurso de pagamento no e-commerce estará disponível: “o pagar com open banking”, afirma Nic Marcondes, partner na Quanto.

Na prática, vai funcionar assim: o usuário entra na loja virtual, escolhe a opção “pagar com open banking” e seleciona a instituição bancária. Depois, o aplicativo do banco será aberto já com as informações (nome da loja e preço do produto) para aprovar o pagamento. Pronto. Agilizou o processo de compra e aumentou a taxa de conversão.

Para você ter uma ideia, no Reino Unido — em que o checkout inteligente acontece —, “permitiu que taxas de sucesso na transação tenham subido 22% ao eliminar risco, chance de erro e fricção que pode vir com a intermediação”, conta Victoria Amato, responsável pela área de business da Quanto.

Então, seria o fim do boleto bancário? Ainda não, mas talvez no futuro breve. É o que diz Marcondes. “Está sendo o fim do cartão de débito no online. Isso já está acontecendo só pelo fato de existir o pix. O boleto é uma coisa que existe, as pessoas ainda usam, no entanto, acredito que está chegando o dia do boleto não ser mais usado”, diz.

2 – REDES SOCIAIS

Se a sua marca não está presente nas redes sociais, deveria. Isso porque, o Brasil sempre teve — desde a época do Orkut — “um legado de acesso e interesse das plataformas de consumo muito grande”, diz Julio Vasconcellos, sócio na Atlantico VC.

E o comportamento se mantém nas plataformas Instagram, Facebook, TikTok e WhatsApp. “O Brasil é o país que tem o maior volume de pessoas que compram porque influenciadores digitais indicaram”, conta o especialista.

3 – M-COMMERCE

O comércio eletrônico móvel tem ganhado força no varejo online. Atualmente, 53% das vendas foram feitas por meio de celulares. “Por isso, é importante que você crie uma experiência online voltada também para o m-commerce”, diz Guilherme Pedroso, Country Manager Brasil na Nuvemshop.

4 – LIVE COMMERCE

A modalidade também é chamada de live stream shopping e shop streaming. Funciona assim: as vendas são feitas por meio de transmissão ao vivo pela internet. Os usuários perguntam em tempo real sobre as especificações do produto diretamente ao vendedor.

O método começou na China, em 2016, mas desde a chegada da pandemia tem feito barulho. E tudo indica que veio para ficar. Não à toa que o empreendedor Felipe Brasileiro, fundou a Loopi, marketplace 100% em vídeo.

FONTE: https://app.startse.com/artigos/inovacao-no-varejo