maio 03

Cientistas conseguem replicar rede vascular complexa com impressão 3D

Pesquisadores da Universidade de Washington dão novo passo rumo à impressão 3D de órgãos

Pesquisadores da Universidade de Rice e da Universidade de Washington, nos EUA, estão divulgando um artigo onde afirmam ter conseguido criar redes vasculares complexas usando impressão 3D. Isso representa um importante passo rumo à criação de órgãos artificiais que podem ajudar muito a aliviar as extensas filas de transplantes no futuro.Muito antes da medicina começar a falar na possibilidade da criação de órgãos com impressão 3D, pesquisadores buscam uma maneira de criar órgãos em laboratório, mas a vascularização deles sempre foi um problema.

Órgãos naturais usam uma rede rica e complexa de vasos sanguíneos para carregar nutrientes e oxigênio e se manterem funcionando. Replicar esses sistemas tem sido um desafio, porque é necessário usar materiais macios, flexíveis, resistentes e que permitam a troca de nutrientes e oxigênio.

Usando os avanços da impressão 3D, os times liderados por Jordan Miller e Kelly Stevens conseguiram criar essa rede de vascularização usando uma solução líquida de “pré-hidrogel”, que se torna sólida quanto exposta à luz azul.

Os cientistas reiteram que este é apenas um novo passo rumo à criação de órgãos totalmente funcionais em laboratório, o que ainda é uma realidade distante. Mas foi feito um progresso nesse sentido e, para ajudar em desenvolvimentos futuros, a equipe publicou seus dados de maneira gratuita e aberta ao público. Além disso, eles criaram uma ferramenta própria para a impressão dos vasos, chamada “aparato de estereolitografia para engenharia de tecidos” (tradução livre), que ganhou o apelido de sua sigla em inglês: SLATE. O SLATE também foi disponibilizado como open source para quem quiser replicar em seus próprios estudos.

Os dados da pesquisa foram publicados na revista norte-americana Science, mas estão disponíveis também, na íntegra, no site oficial da Universidade de Rice, onde é possível encontrar também links e citações para quem quiser se aprofundar no conteúdo (em inglês)

FONTE: MUNDO CONECTADO