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Black Friday: 5 dicas inspiradas em ‘A Arte da Guerra’ para aumentar as vendas no e-commerce

Conhecer o terreno e preparar-se para o pior estão entre reflexões trazidas pelo livro escrito pelo general chinês Sun Tzu

Black Friday sempre foi um momento de “guerra” para o e-commerce. Neste ano, não será diferente, afinal, trata-se de uma das principais datas comerciais do ano. Porém, em 2022, pode-se prever uma batalha ainda mais dura em razão da competição dupla: Black Friday e Copa do Mundo.

Para potencializar vendas nesse período, Daniel Bender, head de Performance da WEBJUMP, referência em transformação digital na América Latina, recorre a algumas “estratégias de guerra” idealizadas pelo general chinês Sun Tzu, nesse momento de disputa acirrada, para ajudar varejistas e empreendedores a vencer a batalha da concorrência.

Sun Tzu, um dos principais nomes relacionados à escola militar de filosofia chinesa, ficou conhecido por seu tratado militar “A Arte da Guerra”, composto por 13 capítulos. “Em cinco deles há diretrizes que podem ser adaptadas às ações de combate para vencer na Black Friday”, ensina Bender.

Confira quais são elas:

1 – Conheça o terreno – Os que ignoram as condições geográficas – montanhas e florestas – desfiladeiros perigosos, pântanos e lamaçais – não podem conduzir a marcha de um exército.

Ou seja: cada batalha tem um cenário diferente. Em 2022, a Black Friday cairá em 25 de novembro, um dia depois da estreia do Brasil na Copa, que será dia 24. Ou seja: a véspera da Black Friday será dominada por um assunto extremamente quente que costuma tomar conta do noticiário, redes sociais e conversas de bar.

“É preciso lembrar das tendências que já estavam impactando a data. A principal, ao meu ver, é o aumento da participação do varejo físico. Em 2012, poucas lojas físicas fizeram promoções de Black Friday. Em 2021, tivemos até barbearias e imobiliárias promovendo ofertas”, destaca Bender.

Haverá também a concentração de vendas em marketplaces e magazines, com grandes lojas fazendo transmissões longas em redes de TV. “Se por um lado futebol e política reduzirão a audiência, a concorrência maior fará com que seja mais difícil se destacar”.

2 – Espere o pior – Se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada.

Avaliar o que vale a pena é o segredo. E, atenção: as batalhas podem ser longas. A extensão do calendário Black Friday já vem acontecendo há alguns anos, com várias lojas vendendo mais nos dias antes da sexta-feira, sem se importar muito com a lógica da data.  Essa extensão da data pode ser chamada de black week, black month, black century e distribui uma esteira de ofertas durante o máximo de tempo que puder.

“Uma opção é se planejar para vender mais de uma vez para o mesmo cliente durante novembro, mas com ofertas diferentes. Na primeira semana você vende a calça, depois a blusa para combinar, depois calçados e então completa o look com acessórios com descontos incríveis no dia 25. Não há problema avisar o cliente de antemão do calendário. Assim, ele se programa para aproveitar as ofertas, já reservando espaço na carteira”, explica.

3 – Planeje – Aquele que não realiza planejamento algum terá chances ínfimas de vitória.

É fato: planejamento ganha guerras. Quem entra numa guerra precisa estar bem acompanhado, caso contrário, a derrota é provável. Isso vale também para a Black Friday 2022, onde haverá um cenário congestionado à frente. Na internet, logicamente depende-se muito de marketing digital e isso não é diferente na Black Friday. O “exército” é formado por divisões de Google Ads, Facebook Ads, Email Marketing e assim por diante.

“Como seu negócio vai usar cada uma dessas opções, depende da estratégia. Mas, o que não pode ocorrer de forma alguma é usar a Black Friday para testes. Não é hora de ver se aquele influencer funciona, se aquele programa de afiliados é bom ou se agora suas campanhas PMAX vão andar. Porém nada impede que você teste canais de mídia antes da Black Friday. E mais ainda, que invista nos canais de mídia com melhor ROAS como Email Marketing e WhatsApp. A estratégia mais segura é formar seu público com antecedência. Por exemplo, fazendo ações com influencers desde já para ter mais seguidores no seu perfil quando chegar a Black Friday”, garante.

Outra estratégia vencedora é ter boas landing pages orientadas para buscas. Páginas como “Black Friday de Calçados” e “Ofertas de calçados Black Friday 2022” são fáceis de fazer e costumam render tráfego anos a fio.

4 – Decida – Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar.

Ataque, conquiste, venda. Ou nem vá para a luta. Traduzindo o velho guerreiro, entenda pelo o que faz sentido lutar, investir, brigar na Black Friday. O seu Excel e a linha final do seu DRE precisam estar de acordo com a sua decisão.

“Esta Black Friday está mais congestionada do que o normal e se você depende excessivamente de tráfego pago, talvez não seja o melhor momento para explorar novos mercados. Na vida real da guerra, medalhas são homenagens a quem corre riscos desnecessários. Melhor voltar para casa com os bolsos cheios do que arriscar em uma batalha precipitada. Planejando direito, com antecipação e treinamento, garantindo os recursos necessários para seu ambicioso plano, você provavelmente conseguirá aproveitar o melhor da principal data comercial do ano para o e-commerce. Invista e corra riscos, mas com prudência”, alerta Bender.

5 – Busque paz – O verdadeiro objetivo da guerra é a paz.

Por fim: você pode entrar ou não na guerra da Black Friday. “Mas se o fizer, o faça com bons argumentos e motivos”, finaliza.

A WEBJUMP é a única Adobe Gold Partner brasileira com selo Specialized Commerce na América Latina e referência global em soluções tecnológicas e UX/UI Design para eCommerce B2C, B2B, D2C e Marketplaces.

FONTE: https://www.jornalcontabil.com.br/black-friday-5-dicas-inspiradas-em-a-arte-da-guerra-para-aumentar-as-vendas-no-e-commerce/