maio 15

Ataque com drones fecha estações de petróleo na Arábia Saudita

Um ataque de drones interrompeu o funcionamento de duas estações de petróleo da Arábia Saudita nesta terça-feira (14). De acordo com o ministro de Energia, Khalid al-Falih, o ataque foi coordenado por aviões rebeldes do Iêmen, aliados do Irã.

 É o segundo ataque relatado pela Arábia Saudita desde domingo, quando o país alegou que dois navios petroleiros foram sabotados no Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes também disseram ter sido atingidos.

Os ataques começaram depois de que os Estados Unidos decidiram aumentar as sanções econômicas ao Irã e ampliar a sua presença militar no Golfo. O movimento incomodou o país do Oriente Médio e acabou sobrando para a aliada dos americanos na região, a Arábia Saudita.

O ministro de energia da Arábia Saudita Khalid A. Al-Falih classificou o ataque ao oleoduto como “covarde” e prometeu que a produção e a exportação de petróleo saudita não serão interrompidos. A notícia do ataque elevou os preços do petróleo nos Estados Unidos em até 1,4%.

 Al-Falih acrescentou que os recentes atos de sabotagem contra as instalações sauditas não só prejudicaram o país, mas também colocaram em risco a oferta mundial de energia e a economia global.

Os rebeldes Houthi do Iêmen confirmaram o lançamento de sete drones contra instalações vitais da Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen ao norte. A Arábia Saudita está em guerra com os Houthis e seus aliados desde março de 2015 e diariamente ataca os rebeldes aliados do Irã pelo espaço aéreo.

“Esta é uma mensagem para a Arábia Saudita: pare com sua agressão”, disse Mohammed Abdel-Salam, porta-voz da Houthi, à Associated Press. “Nosso objetivo é responder aos crimes que eles estão cometendo todos os dias contra o povo iemenita”.

As duas estações de bombeamento de petróleo destinadas à Arábia Saudita estão a mais de 800 quilômetros da fronteira norte do Iêmen. Ainda não se sabe de onde os Houthis lançaram os drones.

Gasoduto atingido por ataque drone (Foto: Satellite image ©2019 Maxar Technologies via AP)

O Oriente Médio vive momentos de tensão elevada desde que o governo Donald Trumpretirou os Estados Unidos do acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e as potências mundiais e seguiu com imposições à economia iraniana.

Com o movimento, o Irã ameaça retornar o enriquecimento de urânio em níveis mais altos se as potências mundiais não conseguirem negociar novos termos para o acordo. O país disse que vai aguardar uma resposta até 7 de julho.

Para Al-Falih, os ataques de drones reafirmam a necessidade da comunidade internacional de confrontar as atividades de grupos como os Houthis, que ele acusou de serem apoiados pelo Irã, rival regional da Arábia Saudita.

Ele disse que os drones tinham como alvo as estações de bombeamento de petróleo que abasteciam um oleoduto que ia da Província Oriental, rica em petróleo, até o Porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

A Saudi Aramco, companhia de petróleo controlada pelo governo, disse que fechou temporariamente o gasoduto East-West e conteve o incêndio nas estações atingidas, que ficam localizadas na região de Riad.

A Arábia Saudita construiu seu gasoduto na década de 1980 em meio a temores de que a guerra Irã-Iraque cortasse o tráfego marítimo através do Estreito de Hormuz. O gasoduto de 746 milhas é, na verdade, composto por dois tubos que têm uma capacidade total de 4,8 milhões de barris de petróleo bruto por dia, de acordo com a U.S. Energy Information Administration.

FONTE: CANAL TECH