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Aplicativos de comparação de preço permitem economia de 40%

Descontos podem ser conseguidos pelo consumidor nas compras do dia a dia

Em uma época em que cada real conta, os aplicativos de comparação de preços colaborativos chegam a oferecer, em média, 40% de desconto em produtos que vão de medicamentos a cervejas artesanais. O MediPreço, criado há apenas cinco meses, já gerou uma economia de R$ 2,5 milhões a seus 600 mil usuários no Brasil, comparando preços de medicamentos de 75 mil farmácias no país.

A economia média alcançada pelos usuários do MediPreço, desenvolvido em Brasília, é de 30%. Mas pode ser maior. O especialista em tecnologia de informação Marco Resende necessita de um medicamento de uso contínuo e relata que pagava cerca de R$ 32, e, agora, com o app, encontrou o remédio por R$ 15, economia de mais de 50%. “Por me dar um referencial, tenho conseguido negociar na farmácia. Gostei tanto que agora posto quanto paguei”, explica.

Já o ComOferta, aplicativo lançado há um ano em Belo Horizonte e desenvolvido pelo site de pesquisa de preços Mercado Mineiro, já conta com 24 mil usuários ativos e expandiu sua atuação para a região metropolitana da capital e algumas cidades do interior. “A média de desconto é de 40% nas ofertas que compartilhamos. E disponibilizamos um gráfico de preços do produto, que permite ao usuário saber se o preço está realmente atrativo”, afirma o idealizador do ComOferta, Feliciano Abreu. O app mineiro divulga ofertas de supermercados, padarias e farmácias, além de preços de postos de combustível.

Os dois têm em comum o fato de utilizarem a participação do usuário para apresentar os melhores preços. “O que me motiva a compartilhar ofertas é saber que estou ajudando outras pessoas a economizar, e vice-versa. Você sabe que aquela economia que fez foi graças à colaboração de outra pessoa que compartilhou”, afirma o jornalista e usuário do ComOferta Fernando Barcelos, 29. Ele conta que, como tem uma filha de 1 ano, usa o aplicativo para encontrar ofertas de produtos infantis, como fraldas e leite, além de alimentos e bebidas com descontos de pelo menos 25%. “Com o aplicativo, encontrei supermercados no bairro Betânia (região Oeste da capital) que não sabia que existiam e com bons preços”, afirma.

Para o administrador Vinicius Estevão, 38, o uso do aplicativo ajuda no orçamento doméstico. “Em agosto, fiz a festa de aniversário do meu filho e comprei muita coisa mais barata. Por uma cerveja que pagaria R$ 4 a lata, paguei R$ 3”, relata. O diretor de tecnologia do MediPreço, Bruno Oliveira, salienta que a economia é um dos motivos do sucesso rápido do app. “No Brasil, 50% dos gastos com saúde são com medicamentos, e 15% do PIB é gasto com remédios”, explica.

Programas em processo de aceleração

Os aplicativos de comparação de preços colaborativos ComOferta e MediPreço estão participando de projetos de aceleração de startups. “Entramos no Seed (aceleradora do governo de Minas Gerais) entre as dez primeiras startups, e um dos poucos negócios na área de comparação de preço”, conta o idealizador do ComOferta, Feliciano Abreu.

Já o MediPreço está em processo de aceleração na Ace Startups há cerca de um mês. “Estamos estudando formas de monetizar o negócio”, conta o diretor de tecnologia do app, Bruno Oliveira.

Mais novidades à vista

Os idealizadores do aplicativo MediPreço, que compara preços de remédios, vão lançar em 2019 mais um serviço. “Vai funcionar como um Spotify de medicamentos. O usuário vai pagar uma assinatura mensal de R$ 20 e entregaremos o remédio com o preço de custo na casa dele”, afirma o diretor de operações do aplicativo, Alexandre Máximo. Segundo o executivo, a versão gratuita que faz a pesquisa de preço vai continuar funcionando.

“Não pretendemos cancelar a pesquisa, mas desenvolver uma opção-prêmio”, diz. Outros setores. Os aplicativos de comparação de preços não se limitam aos medicamentos, produtos de supermercado e postos de combustível. O Vah, por exemplo, atua no setor de transporte e oferece uma comparação de preço dos principais aplicativos de mobilidade, como Uber, 99 e Cabify. “A novidade para Belo Horizonte é estarmos incluindo nos próximos dias o aplicativo da Coopertáxi.

Estamos fazendo os últimos ajustes”, diz o CEO e idealizador do Vah, Márcio Bern. O Skyscanner compara preços de passagens aéreas, diárias de hotel e aluguel de carro. Sites de comparação de preço de e-commerces, como Buscapé e Zoom, também já migraram para o celular via aplicativos.

FONTE: O TEMPO