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Agtechs: As novas tecnologias que revolucionam o campo e mudam padrões de consumo

O investimento nas startups do agronegócio aumentaram 43% em um ano e já chegam a US$ 17 bilhões

CAMPO HI-TECH NA FOTO À ESQ.: RODRIGO IAFELICE, CEO DA SOLINFTEC, NO CENTRO, JOÃO PAULO POLOZZI, GERENTE DE TECNOLOGIA OPERACIONAL, À ESQ., E LEONARDO CARVALHO, GERENTE COMERCIAL DE SUCROENERGÉTICO DA AGTECH, ILUSTRAM À PERFEIÇÃO A “CARA” DO AGRONEGÓCIO 4.0. NA FOTO À DIREITA: OS ANALISTAS DA CENTRAL DE INTEGRAÇÃO AGROINDUSTRIAL, DA RAÍZEN, MONITORAM 450 MIL HECTARES DE TERRA, 24 HORAS POR DIA (FOTO: MARCOS CAMARGO)

Uma revolução avança sobre o campo. “Os próximos dez anos serão marcados por mudanças dramáticas no sistema agroalimentar”, apostam os pesquisadores Nikola Trendov, Samuel Varas e Meng Zeng, no relatório Digital Technologies in Agriculture and Rural Areas, lançado pela FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura.

Blockchaininternet das coisas (IoT)inteligência artificial, realidade imersiva, reconhecimento facial, ciência de dados, análise preditiva, computação em nuvem, robótica… A adoção em massa de tecnologias inovadoras mudará a forma como usamos a terra. Afetará não apenas o fazendeiro, mas todas as etapas da cadeia produtiva — até o consumidor que, ultraconectado, está mais bem informado, consciente e exigente. “Do campo ao garfo” é o lema da agricultura digital. A transformação do agronegócio, preveem os especialistas da FAO, tende a ser a mais “disruptiva” entre todas as indústrias. Movimenta US$ 7,8 trilhões e emprega 40% da força de trabalho global.

Startups voltadas para o campo despertam a atenção das grandes do setor. Fusões e parcerias são firmadas. Gigantes da tecnologia investem em uma área até então pouco conhecida por elas. Empresas de telecomunicação dedicam especial atenção às zonas rurais. Os investimentos globais nas chamadas agtechs somaram US$ 16,9 bilhões em 2018 — um crescimento de 43% em relação a 2017 e cinco vezes maior se comparado a 2012, segundo o AgFunder Agrifood Tech Investing Report, da AgFunder, plataforma global de investimentos do mercado de tecnologia para o agronegócio, sediada no Vale do Silício. “Os Estados Unidos ainda dominam o mercado, mas China, Índia e Brasil contribuíram com alguns dos maiores negócios do ano”, lê-se no documento. De fato, o ecossistema nacional fervilha.

FONTE: ÉPOCA