fev 12

7 Instituições Promissoras em Blockchain do Setor de Saúde

Uma revolução silenciosa acontecendo na área médica, blockchain e saúde têm muito mais a oferecer do que você imagina

 Entenda agora algum dos usos no setor da saúde da maior das invenções após a internet: o blockchain. Um sistema baseado em confiança, anti-fraude e com relativa eficiência. Continue a leitura!

Ela é basicamente um livro de registro compartilhado, de baixo custo e sem intermediários. Assim, alguns países chamam o blockchain de “internet de valor”. Além disso, a tecnologia soluciona problemas enfrentados por negócios de vários setores, como o setor da saúde. A tecnologia revolucionária do blockchain é genial. Entenda o motivo conosco!

Blockchain Transforma o Setor da Saúde

Consequentemente, o blockchain proporciona mais confiança e velocidade nas negociações entre a rede compartilhada do seu sistema. Assim, a rede se torna mais eficiente no decorrer do tempo, e isso acontece com base na confiança entre as partes envolvidas.

Dessa forma, a eficiência do blockchain é o que proporciona seu reconhecimento no mercado. Por isso, ela está sendo estudada em diversos países e setores econômicos no mundo inteiro. No Brasil, algumas empresas estão aprendendo a utilizar a tecnologia blockchain com mais assertividade, assim, trazendo mais inovação para o mercado.

A tecnologia revolucionária do blockchain veio para transformar a gestão da informação e organização de dados pessoais, patológicos, fisiológicos, psicológicos e clínicos. O protocolo de confiança do sistema acaba com a intermediação de terceiros, por isso, o motivo de algumas empresas do setor de saúde se reinventarem.

O Blockchain Soluciona Problemas Atuais

Dessa maneira, o blockchain pode ser usado para uma vastidão de coisas, além de permitir transacionar criptomoedas sem fronteiras, certificar a autenticidade de documentos, e além disso, verificar a procedência de produtos e informações.

Podemos perceber que o blockchain é cheio de possibilidades e tem o poder de transformar muitos modelos de negócio. Portanto, as empresas do setor de saúde estão atentas na tecnologia incrível por trás do bitcoin.

Por isso, resolvi listar 7 empresas do setor de saúde que estão desenvolvendo sistemas baseados em blockchain

Em pouquíssimo tempo, um paciente hospitalizado terá a possibilidade de saber todo o seu histórico médico, problemas de saúde, alergias e todos os remédios que você já tomou na vida, além de internações, e com uma forma mais rápida de listar suas informações pessoais e médicas.

Além disso, através de um microchip implantado na pele, wearables, ou de outra forma, mas utilizando a tecnologia blockchain. E claro, tudo será totalmente descentralizado.

O Setor de Saúde Será Beneficiado Através do Blockchain

Assim, poderá ajudar o setor de saúde para registrar receitas, realizar pesquisas científicas, e consequentemente, diminuirá burocracias e problemas logísticos.

Os próprios laboratórios de remédios poderão ter controle de todos os pacientes que tomaram sua substância e os supostos efeitos colaterais mais comuns, assim, permitirá que pesquisas sejam mais detalhistas e racionais. Algumas empresas possuem um grau de maturidade maior que outras, mas é perceptível que estamos vivenciando momentos transformadores.

Consequentemente, as farsas e falsificações de medicamentos e erros frequentes de abastecimento serão resolvidos. Absurdamente, as farsas isoladas estimam custar anualmente às empresas farmacêuticas US$ 200 bilhões.

Assim, o blockchain poderá trazer mais transparência e organização para o setor farmacêutico, reduzindo problemas e erros humanos. Inclusive, os testes clínicos poderão ter mais integridade dos dados gerados, mantendo a privacidade dos pacientes e mais facilidade para interpretação de informações.

Através de uma rede integrada de informações, o médico, o laboratório, o farmacêutico, o hospital e o plano de saúde/SUS poderão obter dados sobre seu prontuário médico de forma descentralizada, organizada e segura.

Apesar de tudo, o blockchain tem a necessidade de uma base técnica profissional de qualidade para que tudo funcione perfeitamente na rotina de uma empresa.

Acompanhe conosco e conheça melhor as empresas a seguir. Além disso, compreenda seus modelos de negócio revolucionários.

1.MIT Media Lab – MedRec 

Anos de regulamentação pesada e ineficiência burocrática abrandaram a inovação dos registros médicos eletrônicos (EMRs). Agora, enfrentamos uma necessidade crítica de tal inovação, pois a personalização e a ciência de dados levam os pacientes a se envolverem nos detalhes de seus serviços de saúde e a restaurar a gerência de seus dados médicos.

MIT Media Lab desenvolveu o MedRec: um novo sistema de gerenciamento de registros descentralizado para lidar com EMRs, usando a tecnologia blockchain. Assim, o sistema oferece aos pacientes um registro abrangente e imutável e acesso fácil a suas informações médicas em provedores e locais de tratamento.

Alavancando propriedades exclusivas de blockchain, o MedRec faz a gestão de autenticação, confidencialidade, responsabilidade e compartilhamento de dados – considerações cruciais ao lidar com informações confidenciais.

Um design modular integra-se com as soluções de armazenamento de dados locais existentes dos provedores, facilitando a interoperabilidade e tornando o sistema conveniente e adaptável.

Isso lhes dá acesso a dados agregados e anônimos como recompensas de mineração, em troca de sustentar e proteger a rede via proof-of-work. O MedRec possibilita, assim, o surgimento da economia de dados, fornecendo big data para capacitar os pesquisadores e, ao mesmo tempo, envolver os pacientes e os provedores na escolha de liberar metadados.

2.Beth Israel Deaconess Medical Center

Avanços em tecnologia – incluindo aprendizado profundo, tele-cuidado e escuta ambiente, como Siri e Alexa – estão transformando os cuidados de saúde em todo o mundo. Hoje, o Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) lançou o Centro de Exploração de Tecnologia de Saúde (HTEC), o primeiro do seu tipo, para acelerar a pesquisa e a inovação no campo.

O centro basear-se-á na reputação do BIDMC de liderança em tecnologia de saúde e na exploração de novas soluções para alguns dos desafios de saúde mais urgentes do mundo.

“Agora é a hora de pensar de forma mais ampla sobre como diversas ferramentas tecnológicas podem melhorar todos os aspectos dos cuidados de saúde – desde avanços clínicos até comunicação e tomada de decisões médicas”, disse Kevin Tabb, diretor executivo do BIDMC e Beth Israel Deaconess.

“Nosso objetivo ao criar este novo centro é construir a história da inovação de Beth Israel Deaconess para ajudar a tornar o atendimento ao paciente mais eficiente, acessível e integrado” – Kevin Tabb.

Ao explorar tecnologias novas e emergentes, como a Internet das coisas e o Blockchain, o Centro de Exploração de Tecnologia da Saúde desempenha um papel vital no início de uma nova era na prestação de serviços de saúde. O centro está pronto para desencadear as transformações tecnológicas e sistêmicas na prestação de cuidados de saúde que permitirão aos provedores maximizar as oportunidades da medicina do século XXI.

Promovendo relacionamentos com parceiros em todo o mundo através da telemedicina, o centro melhora a qualidade dos cuidados de saúde, promoverá novas opções de tratamento e moldará a prestação de cuidados ao paciente.

Além disso, ela alavancará o poder dos serviços em nuvem emergentes para apoiar a tomada de decisões médicas e os novos aplicativos móveis inovadores que capacitam os pacientes a gerenciar sua própria saúde e, ao mesmo tempo, melhorar a comunicação geral entre pacientes e prestadores de serviços de saúde.

3.MedicalChain

A MedicalChain usa tecnologia blockchain para armazenar com segurança registros de saúde e manter uma única versão verdadeira.

As diferentes organizações, como médicos, hospitais, laboratórios, farmacêuticos e seguradoras de saúde, podem solicitar permissão para acessar o registro de um paciente para servir a sua finalidade e registrar as transações no livro-razão distribuído.

A MedicalcChain fornece soluções para os problemas atuais de registros de saúde. A plataforma foi criada para armazenar e compartilhar com segurança registros eletrônicos de saúde. Ao digitalizar os registros de saúde e capacitar os usuários, podemos alavancar inúmeras sinergias do setor.

4.PokitDok

PokitDok, sediada em San Mateo na Califórnia é uma desenvolvedora de API’s para o setor da saúde, como reivindicações, soluções para farmácias e gestão de identidade.

A PokitDok foi lançada no mercado inicialmente através da tecnologia criada por eles, baseada em blockchain, chamado DokChain em outubro de 2016. O DokChain é uma rede distribuída de processadores de transações que lidam tanto com dados financeiros e clínicos para o setor da saúde.

Dessa maneira, o objetivo é fornecer uma rede segura para todas as fontes de dados do paciente. Assim, informações de identidade, EMR’s (em português, registro médico eletrônico), além de dispositivos médicos e interligação entre farmácias.

PokitDok possui diversas API’s (application programming interface) e também as fornecidas por outras pessoas e são completamente removidas do hospital ou farmácia central, e assim, conectadas por uma rede blockchain distribuída. Em setembro de 2016, a PokitDok demonstrou como o DokChain pode ser utilizado no setor da saúde, além disso pode executar uma verificação de elegibilidade de reivindicação de seguro em segundos.

5.Patientory

A Patientory, possui sede em Atlanta no estado norte-americano da Geórgia. Inicialmente, a empresa está construindo uma bolsa de informações de saúde (em inglês, HIE ou health information exchange) em blockchain e compatível com HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) que tem o objetivo de permitir a interoperabilidade (capacidade de um sistema de se comunicar de forma transparente com outro sistema) do EMR (registro médico eletrônico) com protocolos aprimorados de segurança.

Desta forma, a empresa lançou seu produto no mercado em 2015 e pretende lançar um aplicativo para pacientes este ano. Além disso, a PTOY é uma criptomoeda oferecida pela Patientory e fornece aos usuários uma plataforma para armazenar e proteger suas informações de saúde.

De acordo com o white paper da Patientory, o paciente se torna o principal intermediário no envio e recebimento de informações de saúde e não necessita de atualizações frequentes e nem o auxílio de software para solucionar problemas. Consequentemente, o paciente como principal intermediário, qualquer instituição de saúde que conceda acesso aos dados poderá adicionar novos registros (visitas ao pronto-socorro, imagens médicas, etc.) que serão visíveis para qualquer outra instituição com acesso concedido.

6.GEM

A GEM, com sede em Venice, Califórnia, desenvolve aplicações blockchain para gestão de saúde e cadeia de fornecimento. Além disso, A GEM Healthcare Network é desenvolvida no blockchain da Ethereum e possui mais segurança através de blockchains autorizados nos quais os pacientes controlam o acesso e o sistema de contabilidade compartilhado. Assim, a cada transação, toda alteração é registrada em blockchain.

Concluindo, a empresa está inicialmente lidando com o gerenciamento de dados e justifica informações de saúde. O sistema de verificação atual de alegações de saúde e reembolso é intensivo em termos de tempo e é propenso a ineficiências.

A plataforma Gem e GemOS permitirá que pacientes, fornecedores e seguradoras visualizem com segurança o cronograma de saúde do paciente em tempo real, e isso, melhora a velocidade e transparência em todo processo. A Gem tem uma parceria com a Philips com o intuito de explorar a tecnologia blockchain e como utilizá-la com inteligência para integrar dados de fontes, como programas de bem-estar por exemplo.

7.GUARDTIME

Guardtime, com sede na Estônia, é uma das maiores fornecedoras de sistemas de segurança baseados em blockchain. Ela tem sede em Amsterdã, Califórnia, Estônia, Cingapura e Reino Unido.

A empresa atua em vários setores, incluindo publicidade, defesa, saúde, governo e serviços financeiros. Ao contrário de usar os protocolos Ethereum ou Bitcoin, a tecnologia Guardtime usa uma Infraestrutura de Assinatura sem Chave (Keyless Signature Infrastructure – KSI) para fornecer autenticação de dados em larga escala.

Na área da saúde, a Guardtime fez uma parceria com a Autoridade de Saúde Eletrônica da Estônia em março de 2016 para garantir mais de um milhão de registros de pacientes.

O relacionamento da Guardtime com o governo da Estônia remonta a 2011, quando foram selecionados para garantir registros públicos e internos do governo.

A abordagem exclusiva da Estônia aos dados de saúde torna o país um local ideal para a blockchain ser implantada. Como os cidadãos da Estônia já possuem credenciais de identidade únicas que vinculam de volta a seus registros de saúde, uma camada blockchain agora pode registrar e proteger todas as interações com seus dados.

FONTE: COIN TIMES